Um estranho no ninho

9 04 2008


Foto Flores de Papel por Débora Coutinho (Artigo: “Um estrano no ninho” por Bianca Barbosa)

UM ESTRANHO NO NINHO - Contarei-lhes inicialmente um conto: ’Mariana cuidava de seu jardim e certa ocasião, olhando de sua janela, percebeu que lhe faltavam flores brancas. Decidiu comprar sementes de lírios brancos naquela tarde, só não sabia da surpresa que lhe esperava.

Chegou em casa, com sua sacola e sequer foi à sala. Pelo jardim ficou até quase noitinha. Preparou a terra e plantou suas sementes, satisfeita. Só depois que entrou para cuidar do jantar e dormir. Mariana  esperou meses e meses para ver suas belas flores brancas dentre as tantas as outras já existentes… A idéia da chegada de suas novas flores embalava seu coração com muita alegria. Duas palavras sempre lhe vinham aos pensamento sempre que pensa nisto: ”Ficará lindo!!!” . Contudo, seu jardim já era o mais apreciado de toda a região e tão belo que sua casa havia se tornado ponto turístico aos românticos e amantes da natureza. 

Depois de alguns meses, estavam lá os tantos lírios crescidos e fazendo mais belo todo canteiro. Uma flor porém destacava-se das outras, sua cor impressionava. Mariana havia comprado sementes de flores brancas, porém havia uma delas que floreceu na cor salmão. Prontamente ela foi até a janela, lugar onde costumava observar suas flores, e viu que aquela plantinha de cor singular fazia toda imensa diferença no jardim. Em vez de significar algo ruim, um inconveniente, não! Sua cor destacava se como a mais notável e ainda assim valorizava as demais por estarem ao seu redor em sua brancura… O Jardim de Mariana manteve-se com sua diversidade de cor, e seu belo lírio singular ainda inspira a muitos.’

Essa estória lembra o famoso conto infantil do patinho feio – diferente, rejeitado e deslocado. Na realidade, não apenas as compatibilidades fazem com que os amigos sejam amigos, com que os namorados casem… Cada um de nós tem suas especificidades e é esse o encanto da vida, ver que somos singulares, diferentes… Uns são gordinhos, outros magrinhos, uns altos ou baixinhos, enfim… Ainda assim amamos e somos amados. Assim como somos, Deus nos ama e recebe… O olhar dele não é tendencioso como o nosso e Ele não faz acepção de pessoas.

Certamente, o maior valor das pessoas não está na superficialidade, mas no que elas carregam no coração. Cultive um coração puro para que, assim como o lírio diferente, você se destaque como algo belo. Em meio às pessoas, sua cor e brilho resplandeça – como a ‘flor de Mariana’. Sua luz faça com que os outros sintam valorizados e também possam resplandecer.

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Artigo:  Bianca Barbosa
Foto: Débora Coutinho
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NOTA: Esta estória vinculada às foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações é mera coincidência. Os personagens da estórias são apenas ilustrativos.


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