Lar doce lar

13 04 2008


Foto original e comentário inicial por CarlosCajueiro (Artigo por Maxwell Fonseca)

Lar doce lar – Comentário do fotógrafo: “Um dias desses estava querendo trocar minha TV da sala por uma LCD de 42 polegadas, mas depois que entrei nessa casa e vi 8 pessoas dividindo o pequeno espaço para assistir uma TV de 14′, eu pensei: “…meu Deus me perdoe! tá bom demais a minha.” Poxa! Sempre queremos mudar e ter algo novo – melhor. Mudar é bom. Coisa nova é show. Mas será que realmente vai nos trazer verdadeira felicidade?” – Carlos Cajueiro

Este é um excelente ponto de partida para uma reflexão sobre gratidão e satisfação. Nossa atitude é bastante estranha neste sentido. Muitas vezes ignoramos todas as dádivas e benefícios que temos. Olhando apenas para o que não temos e gostaríamos de ter. Curioso como o status sempre acompanha o salário… quando não botamos os pés pelas mãos (e damos passos maiores que nossas pernas) e nos endividamos. Tudo isso é sinal de nossa sede de consumo. Que tem seu lado bom e seu lado ruim, como no comentário de Cajueiro. O ‘querer ter’ nos motiva a trabalhar e alcançar nossos objetivos, bens e riqueza. Até aqui não há mal algum. O problema se configura quando queremos ter o que não temos condições de ter, ou o que pertence a outros, isto materializar-se em cobiça.

Basicamente a cobiça é um sentimento negativo. Remete-nos ao desejo veemente de possuir; a ambição de riquezas; avidez e ganância. Muitas vezes no contexto capitalista que vivemos este nome (cobiça) nem nos soa mal, mas é. Aprenda a desejar – da forma certa. Escolha bem o alvo de seus sonhos. Certifique-se de que o que você quer não pertence aos outros e seria desonesto ou desonroso tomá-lo (seja quais forem os meios)… Seja satisfeito com o que você É, e não pelo que você TEM.

Não abandone suas conquistas depois de algumas semanas (caso clássico de quem tem piscina em casa), continue dando valor ao que você tem. Use as coisas e ame as pessoas (centenas de pessoas parecem insistir em inverter isso – usam pessoas e amam coisas)… Ter dinheiro não é algo essencialmente ruim, é o amor ao dinheiro sim – é uma doença – que provoca todos os males. o amor foi feito para nos ligar a pessoas, e não para nos aprisionar a coisas. 

Não perca de vista o quanto você é felizardo, porque neste momento enquanto falamos pessoas passam necessidade extrema em lugares menos afortunados. Entenda seu papel no mundo. Aí sim você vai se sentir em casa. E poderá dizer “Lar doce lar” independente de quantos mil reais vale sua casa.

Ícone de exibição de cajueiro
Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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