
Foto original por ÍcaroNSilva (artigo por Maxwell Fonseca)
Quando a maré encher… – Quem mora na capital metropolitana já se acostumou com esta cena. Rios e canais, quando a mará dá cheia, e algumas chuvas ajudam a deixar as águas mais atraentes. Dezenas de meninos pulam das pontes e beiras direto ”na maré”. Vemos isto no Marco Zero. na Agamenon Magalhães, no Motocolombó… é uma festa (nem parece sadia, mas é uma festa)! Estes jovens, adolecentes e crianças, que mais parecem serem feitos de ferro. Haja anti-corpos pra aguentar tais águas!
Recentemente soube que até tanques de tratamento de esgoto quando as chuvas enchem, certos pivetes invadem pra fazer deles piscina. Dá pra imaginar a coragem? É chocante! Não sei dizer se isto é reflexo de muita coragem, ou se é algo que simplesmente dá prazer, correr risco. Talvez seja só ignorância, falta de conhecimento do que pode resultar a “brincadeira”. Enfim. o que realmente me impressiona é a do povo em encontrar formas de diversão numa metrópole como Recife. E é disso que vamos tratar neste artigo.
No Recife, cada um se vira como dá… Uns curtem futebol num campinho até o fim de tarde. Outros vão à praia “tirar onda” (nada de surf, só bagunças mesmo; expressão comum na cidade). Se agarram com suas bicicletas na trazeira de caminhões. Descem ladeiras com carrinhos de ‘roliman’. Empinam pipa e brigam de ‘cerol’. Jogam dominó na esquina. Até a proxima maré cheia. Nosso povo é criativo, simplista e de muita fibra. Se não fosse esta simplicidade, o Brasil viveria à beira de um colapso social. Aprendemos a encontrar prazer em coisas muito naturais. Sobretudo, na amizade uma das maiores pérolas da vida.
A foto reflete um pouco disto: Dois adolecentes do ancoradouro em Brasília Teimosa - próximo às esculturas de Brennand. De um cartão postal da cidade, estas meninos dão vida, cor e forma com a alegria de divertir-se junto ao amigo. É mesmo um povo lindo este que grita “…te vejo na próxima maré!”.




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