O lixo no lixo

21 05 2008


Foto original por DéboraCoutinho (artigo por Maxwell Fonseca)

O lixo no lixo – Quando vi esta foto, comecei a refletir sobre o quanto há de lixo para ser retirado de nossa vida. Seja dentro ou fora de nós, sempre há sinais de lixo para ser jogado na lixeira. Por isto, é importante reavaliar as coisas, se são importantes, inúteis ou prejudiciais à vida. São tais critérios que nos levam a separar o que é tesouro e o que lixo na vida. Refletir sobre o valor ou risco das coisas nos faz afinar tais critérios e melhorar nossa metodologia. Assim teremos sempre menos lixo ao nosso redor, no coração, na mente ou até no profundo do nosso espírito.

É complicado falar de lixo, se vivemos numa sociedade que aprova (ou convive com) a cultura do lixo. Não vou citar muitos exemplos aqui para não soar como boicote comercial a certos ditos artistas e ícones populares. Mas você, leitor, sabe bem disso. O Brasil parece um porto seguro para modismos irracionais e celebridades toscas. Lixo… puro lixo! Festa no Ap, Dança da Garrafa, Êxegerê-rá-rê-e sei lá mais o que. Benza Deus! Estamos entre o jardim da infância e o prostíbilo! Entre o sex-appeal e o show da xuxa. Quando não é isso, Idolos “lindos” tiram o fôlego da mulherada ou da macharia – pouco importa se o produto final do show é arte. Afinal, suas formas atraentes e movimentos estonteates já justificam sua popularidade. (ou não!)

Enfim, qual o reflexo deste contexto no nosso interior? Se não conseguimos ter critérios contra a cultura do lixo, tampouco conseguimos reavaliar o que presta e não presta em nossos pensamentos, hábitos e atos… Afinal esta é uma análise um tanto subjetiva (cada um julga de um jeito…) certo e errado já não mais existe neste relativismo, certo? Errado! Nem tudo é assim tão relativo. Posso afirmar que é essencial avaliar principalmente o nosso interior. Ele reflete claramente nossos valores e caráter, e fica latente na consequência de nossos atos. Mesmo que ninguém veja nosso lixo, ou julgue, conheça, nós sabemos e isso incomoda a consciência (quando somos francos). Cabe a nós esta avaliação e reconhecermos o que precisa mudar, e o que precisa ser jogado no lixo. Senão estaremos repetindo as mesmas rotinas e caíndo nos mesmos problemas do passado.

Cabe a cada um de nós cuidar do nosso interior. Ele diz mais respeito a nós mesmos que os elementos no exterior ou no outro.  Se não somos capazes de mudar nosso interior, tampouco seremos capazes de influenciar positivamente o mundo que nos cerca. Evidentemente. Lembro que Cristo andou no meio do povo, prostitutas, corruptos, hipócritas… e manteve-se íntegro. Ele não carregava o lixo do ambiente, mas transformava o ambiente onde chegava – combatendo o lixo. Seus conselhos suas palavras e principalmente a sua atitude são um grande referencial contra a cultura do lixo. Siga o exemplo dele e combata o lixo dentro e fora de você, e tome uma atitude e procure a lixeira mais próxima de você. 

Ícone de exibição de baixxinha
Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Uma resposta

30 05 2008
Erika Rangel

Esta matéria está de parabéns! É gratificante, no meio de tanto lixo (material e cultural) que nos são empurrados “goela-abaixo” (ou olhos, ouvidos, e narizes abaixo), ainda existe ar circulando para oxigenar mentes que pensam e para encher os pulmões das vozes que se levantam para expressar indignação com o absurdo da contra-cultura com a qual somos bombardeados diariamente em todas as esferas de nossas vidas!
Muito bem usado o exemplo de Jesus, que soube circular pelos ambientes mais sujos e não só não se contaminar, mas levar valores verdadeiros com os quais contagiou (e até hoje) contagia as mais improváveis vidas!!
Sejamos como Jesus e nos lembremos do exemplo da garça – que mesmo pisando nos lugares mais sujos, mantém sua plumagem alva!

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