
Foto original por CarlosCajueiro (artigo, Raízes de nossa raça, por MaxwellFonseca)
Raízes de nossa raça – Peço lincensa aos antropólogos ou sociólogos de plantão para falar de um assunto tão próprio deles, as raízes do povo brasileiro. Sem dúvida, nenhuma de minhas palavras terão maior valor maior que as obras do antropólogo Darcy Ribeiro. Infelizmente, nosso povo esquece suas raízes, e abordagens artísticas como esta são necessárias para relembrar ao povo da nossa história. Antes que nós brasileiros esqueçamos da grande contribuição indígena na nossa cultura, arte e nossa vida.
Só de contemplar cenas do mundo indígena, ficamos abismados com a riquesa de cores, vida, arte, estilo e alegria. Por outro lado, doi no coração lembrar da colonização de nosso país, e reconhecer que este grupo etnico sofreu (ou sofre) pela desvalorização de sua identidade. Nós, brasileiros, somos também carne e sangue de índios subjulgados; escravizados e forçados a trabalhar; desonrados; tirados de suas terras; mortos como bicho do mato. Todos somos descendentes destes nativos marcados pela brutalidade de raças dominantes. Esta é a uma das polêmicas de nossa herança. Uma dívida que a colonização nos deixou (com índios e também com negros – mas não falaremos disto por hora)
Algumas curiodidades deste universo de influência cultural: O nome do nosso estado – Pernambuco -por exemplo, é de origem tupi. “Onde o mar se arrebenta“. Junção de “paranã” – rio grande ou mar; e “puka” que significa arrebentar-se, estourar. Eis o nome que os portugueses resolveram adotar para estas terras. Nada poético, eu diria! Itamaracá é outra palavra indígena que significa ‘Pedra que canta’. Quem já visitou a ilha e suas praias não deixa perceber os fartos ventos do mar. Somos cercados de nomes de origem indigena (sobrariam linhas para citar todos). Taquaritinga, Igarassu, Serrambi – e tantos outros nomes de frutas e alimentos – tapioca, cajá, açaí, e por aí vai…
O Brasil de hoje é a resultante de muitas tribos nativas destas terras, e as tantas outras etinias que chegaram. Eis a etnologia e antropologia da diversidade do povo brasileiro. Uma herança cultural de diversidade que após séculos já aparou muitas arestas. Mas que neste processo, certamente foi implacável com os mais fracos. (ou continua sendo, não sei ao certo como dizer isto).
O mais importante é reconhecermos que no passado o preconceito e a mão forte dos colonizadores relegaram o estilo de vida simplista e minimalista dos nativos. Eles que eram os verdadeiros patronos e herdeiros desta terra. Temos esta dívida com eles, e em retorno é preciso garantí-los o direito à identidade e sobrevivencia (natural e cultural). Afinal, o mix do povo brasileiro nos cobra esta consciência ética. Respeitando nossas diferenças, e não esmagando as tribos restantes com o estilo ocidentalizado de vida, pripriedade, capital, trabalho e aparência. Resgatar a memória e honra que indígena demanda coragem e raça. Desafio nobre para nosso povo de tão lindas raízes.













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