Raízes de nossa raça.

28 05 2008


Foto original por CarlosCajueiro (artigo, Raízes de nossa raça, por MaxwellFonseca)

Raízes de nossa raça – Peço lincensa aos antropólogos ou sociólogos de plantão para falar de um assunto tão próprio deles, as raízes do povo brasileiro. Sem dúvida, nenhuma de minhas palavras terão maior valor maior que as obras do antropólogo Darcy Ribeiro. Infelizmente, nosso povo esquece suas raízes, e abordagens artísticas como esta são necessárias para relembrar ao povo da nossa história. Antes que nós brasileiros esqueçamos da grande contribuição indígena na nossa cultura, arte e nossa vida.

Só de contemplar cenas do mundo indígena, ficamos abismados com a riquesa de cores, vida, arte, estilo e alegria. Por outro lado, doi no coração lembrar da colonização de nosso país, e reconhecer que este grupo etnico sofreu (ou sofre) pela desvalorização de sua identidade. Nós, brasileiros, somos também carne e sangue de índios subjulgados; escravizados e forçados a trabalhar; desonrados; tirados de suas terras; mortos como bicho do mato. Todos somos descendentes destes nativos marcados pela brutalidade de raças dominantes. Esta é a uma das polêmicas de nossa herança. Uma dívida que a colonização nos deixou (com índios e também com negros – mas não falaremos disto por hora)

Algumas curiodidades deste universo de influência cultural: O nome do nosso estado – Pernambuco -por exemplo, é de origem tupi. “Onde o mar se arrebenta“. Junção de “paranã” – rio grande ou mar; e “puka” que significa arrebentar-se, estourar. Eis o nome que os portugueses resolveram adotar para estas terras. Nada poético, eu diria! Itamaracá é outra palavra indígena que significa ‘Pedra que canta’. Quem já visitou a ilha e suas praias não deixa perceber os fartos ventos do mar. Somos cercados de nomes de origem indigena (sobrariam linhas para citar todos). Taquaritinga, Igarassu, Serrambi – e tantos outros nomes de frutas e alimentos – tapioca, cajá, açaí, e por aí vai

O Brasil de hoje é a resultante de muitas tribos nativas destas terras, e as tantas outras etinias que chegaram. Eis a etnologia e antropologia da diversidade do povo brasileiro. Uma herança cultural de diversidade que após séculos já aparou muitas arestas. Mas que neste processo, certamente foi implacável com os mais fracos. (ou continua sendo, não sei ao certo como dizer isto).

O mais importante é reconhecermos que no passado o preconceito e a mão forte dos colonizadores relegaram o estilo de vida simplista e minimalista dos nativos. Eles que eram os verdadeiros patronos e herdeiros desta terra. Temos esta dívida com eles, e em retorno é preciso garantí-los o direito à identidade e sobrevivencia (natural e cultural). Afinal, o mix do povo brasileiro nos cobra esta consciência ética. Respeitando nossas diferenças, e não esmagando as tribos restantes com o estilo ocidentalizado de vida, pripriedade, capital, trabalho e aparência. Resgatar a memória e honra que indígena demanda coragem e raça. Desafio nobre para nosso povo de tão lindas raízes.

 

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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O lixo no lixo

21 05 2008


Foto original por DéboraCoutinho (artigo por Maxwell Fonseca)

O lixo no lixo – Quando vi esta foto, comecei a refletir sobre o quanto há de lixo para ser retirado de nossa vida. Seja dentro ou fora de nós, sempre há sinais de lixo para ser jogado na lixeira. Por isto, é importante reavaliar as coisas, se são importantes, inúteis ou prejudiciais à vida. São tais critérios que nos levam a separar o que é tesouro e o que lixo na vida. Refletir sobre o valor ou risco das coisas nos faz afinar tais critérios e melhorar nossa metodologia. Assim teremos sempre menos lixo ao nosso redor, no coração, na mente ou até no profundo do nosso espírito.

É complicado falar de lixo, se vivemos numa sociedade que aprova (ou convive com) a cultura do lixo. Não vou citar muitos exemplos aqui para não soar como boicote comercial a certos ditos artistas e ícones populares. Mas você, leitor, sabe bem disso. O Brasil parece um porto seguro para modismos irracionais e celebridades toscas. Lixo… puro lixo! Festa no Ap, Dança da Garrafa, Êxegerê-rá-rê-e sei lá mais o que. Benza Deus! Estamos entre o jardim da infância e o prostíbilo! Entre o sex-appeal e o show da xuxa. Quando não é isso, Idolos “lindos” tiram o fôlego da mulherada ou da macharia – pouco importa se o produto final do show é arte. Afinal, suas formas atraentes e movimentos estonteates já justificam sua popularidade. (ou não!)

Enfim, qual o reflexo deste contexto no nosso interior? Se não conseguimos ter critérios contra a cultura do lixo, tampouco conseguimos reavaliar o que presta e não presta em nossos pensamentos, hábitos e atos… Afinal esta é uma análise um tanto subjetiva (cada um julga de um jeito…) certo e errado já não mais existe neste relativismo, certo? Errado! Nem tudo é assim tão relativo. Posso afirmar que é essencial avaliar principalmente o nosso interior. Ele reflete claramente nossos valores e caráter, e fica latente na consequência de nossos atos. Mesmo que ninguém veja nosso lixo, ou julgue, conheça, nós sabemos e isso incomoda a consciência (quando somos francos). Cabe a nós esta avaliação e reconhecermos o que precisa mudar, e o que precisa ser jogado no lixo. Senão estaremos repetindo as mesmas rotinas e caíndo nos mesmos problemas do passado.

Cabe a cada um de nós cuidar do nosso interior. Ele diz mais respeito a nós mesmos que os elementos no exterior ou no outro.  Se não somos capazes de mudar nosso interior, tampouco seremos capazes de influenciar positivamente o mundo que nos cerca. Evidentemente. Lembro que Cristo andou no meio do povo, prostitutas, corruptos, hipócritas… e manteve-se íntegro. Ele não carregava o lixo do ambiente, mas transformava o ambiente onde chegava – combatendo o lixo. Seus conselhos suas palavras e principalmente a sua atitude são um grande referencial contra a cultura do lixo. Siga o exemplo dele e combata o lixo dentro e fora de você, e tome uma atitude e procure a lixeira mais próxima de você. 

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Quando a maré encher…

19 05 2008


Foto original por ÍcaroNSilva (artigo por Maxwell Fonseca)

Quando a maré encher… – Quem mora na capital metropolitana já se acostumou com esta cena. Rios e canais, quando a mará dá cheia, e algumas chuvas ajudam a deixar as águas mais atraentes. Dezenas de meninos pulam das pontes e beiras direto ”na maré”. Vemos isto no Marco Zero. na Agamenon Magalhães, no Motocolombó… é uma festa (nem parece sadia, mas é uma festa)! Estes jovens, adolecentes e crianças, que mais parecem serem feitos de ferro. Haja anti-corpos pra aguentar tais águas!

Recentemente soube que até tanques de tratamento de esgoto quando as chuvas enchem, certos pivetes invadem pra fazer deles piscina. Dá pra imaginar a coragem? É chocante! Não sei dizer se isto é reflexo de muita coragem, ou se é algo que simplesmente dá prazer, correr risco. Talvez seja só ignorância, falta de conhecimento do que pode resultar a “brincadeira”. Enfim. o que realmente me impressiona é a do povo em encontrar formas de diversão numa metrópole como Recife. E é disso que vamos tratar neste artigo.

No Recife, cada um se vira como dá… Uns curtem futebol num campinho até o fim de tarde. Outros vão à praia “tirar onda” (nada de surf, só bagunças mesmo; expressão comum na cidade). Se agarram com suas bicicletas na trazeira de caminhões. Descem ladeiras com carrinhos de ‘roliman’. Empinam pipa e brigam de ‘cerol’. Jogam dominó na esquina. Até a proxima maré cheia. Nosso povo é criativo, simplista e de muita fibra. Se não fosse esta simplicidade, o Brasil viveria à beira de um colapso social. Aprendemos a encontrar prazer em coisas muito naturais. Sobretudo, na amizade uma das maiores pérolas da vida.

A foto reflete um pouco disto: Dois adolecentes do ancoradouro em Brasília Teimosa - próximo às esculturas de Brennand. De um cartão postal da cidade, estas meninos dão vida, cor e forma com a alegria de divertir-se junto ao amigo. É mesmo um povo lindo este que grita “…te vejo na próxima maré!”.

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Foto: ÍcaroNSilva
Artigo:Maxwell Fonseca
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O bodypiercing que mudou o mundo

17 05 2008

 
Foto: IcaroNSilva ‘Prego no Flickr‘ (artigo: por MaxwellFonseca)

O bodypiercing que mudou o mundo - hoje é moda ter um metalzinho no corpo – piersing, alargador, e até mesmo ganchos de suspensão corporal. As pessoas acham isto “extremo”, hardcore, fashion ou seja lá como chamem! Os metais, ganchos ou agulhas… tudo isso é superficial e nada me surpreende mais. Conheço a história de um homem que amou a humanidade ao extremo, seu bodypiersing mudou a história. Não se tratava de estilo, nem auto-promoção, nem de superficialidade… Era um ato de amor, que refleria a verdade espiritual por trás das aparências. Vamos tratar nesse artigo de algo além do superficial. Além da vaidade. Pois o que é vão se dissipa com o tempo, e nós humanos também temos nosso tempo. Até nossa vida passa… precisamos saber o que vai além da vaidade.

Não serei redundante pois o mundo ocidental “cristianizado” conhece a história de Jesus. Vá bem que alguns aspectos culturais do contexto do seu sacrifício ainda hoje são ignorados. Mas em linhas gerais o mundo sabe do aspecto fisico do sofrimento de Jesus. Se não sabe, basta ver no filme Paixão de Cristo (de Mel Gigson) o suplício da via-crucis

Em parte, há semelhança nos elementos: Sangrar, ter furos no corpo, sentir dor, ser suspenso tudo isso Jesus passou! Obviamente, o pesar dele foi insuportável. Sem falar da humilhação – uma retribuição indigesta diante do bem que ele fez, do amor que demostrou (e da verdade que pregou). Retribuição não. melhor chamar de ’abuso’ ou de injustiça. Afinal, um inocente foi condenado ao sofrimento máximo!

Faço um parênteses pra esclarecer uma coisa: Não condeno o piersing, nem quem usa. Vivemos numa sociedade multicultural, cheia de modismos e tentativas desmedidas de afirmação da identidade e dos estilos… Antes de tudo é preciso ter ética e respeito. Cada um de nós é livre e autônomo para fazer o que quer desde que não cause dano – reza a lei. Penso que, antes de me ocupar em combater questões de modismos, devo dar atenção as problemáticas mais sérias (como a desvalorização da vida e dignidade humana). Isto sim merece atenção e iniciativas transformadoras. Libertando da miséria dos nossos semelhantes. O mundo está cheio de fome, abuso infantil, depressão, criminalidade, drogas, indiferença, solidão… e ficamos discutindo questões de fórum íntimo. Nem piersing, tatoo, camisetas, visuais ou estilos – nada mudam as questões realmente importantes da sociedade. Onde estão nossos heróis, afinal?

Quando pensamos no aspecto divino no amor, estaríamos perdidos se não fora aquele gesto extremo de Jesus. Fomos salvos por um bodypiersing (se me permitem a expressão lúdica e metafórica…). Na verdade, os ensinamentos dele marcam profundamente o coração dos que escolhem práticar o bem. Isto dá outro sentido à vida… Este bodypiercing me mudou intensamente – muito além da superficialidade. Sem o amor a Deus e do próximo, nossa existência é limitada e repleta de vaidade.

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Foto: ÍcaroNSilva
Artigo:Maxwell Fonseca
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Antes que terminem os dias

10 05 2008


Foto e Texto por AmandaOliveira

Antes que terminem os dias – Estávamos conversando, minha irmã e eu hoje pela manhã e lembramos de um excelente filme: Antes que termine o dia. O filme conta a história de um casal. Ela busca demonstrar seu amor por ele em todo o tempo, e ele busca sucesso em sua vida profissional. No entanto, um acidente transtorna os planos deles. Na manhã seguinte ele acorda e percebe que teve uma segunda chance. O resto do filme não contarei, pois espero que você tenha curiosidade de assistir. Quando vi o filme, ficou em minha mente o seguinte pensamento: Deus nos dá essa segunda chance todos os dias! Que maravilha!

Acordamos, mal humorados ou não, nos vestimos, vamos ao trabalho, fazemos tantas coisas durante nossos dias e talvez, nem por um instante, pensemos nisso: Eu tenho uma nova chance hoje! É como se isso não fosse uma grande verdade para nós e como se esse tempo novo que Deus nos dá, cheio de misericórdia e grandeza, não significasse nada. Temos a oportunidade de mudar, de crescer, de sermos diferentes. Deveríamos agradecer pela misericórdia dEle (sem ela não sobreviveríamos nesse mundo). Se de nós Ele não tivesse misericórdia, nem respirando eu estaria, nem você lendo, se a compaixão dEle por nós não fosse tão grande, não estaríamos aqui… meus orgãos parariam de funcionar, todos eles, com apenas um minuto longe das misericórdias do Senhor. Isto é misericórdia: ajuda não merecida. Afinal a vida, em si, é uma grande dádiva.

Parece que vivemos como o tal rapaz do filme, em busca de nossos próprios interesses, de nossa satisfação, de luzes, prazer, em busca de nossa própria glória. E esperamos que Deus esteja, o tempo inteiro demonstrando Seu amor por nós. Esperamos, e é exatamente isso que Ele faz, apesar de sermos tão egoístas, Ele continua nos amando com sua infinita bondade, a cada manhã. Pense nisto, Jesus veio, sofreu por amor, morreu por amor, é impossível saber o preço que Ele pagou ali naquela cruz tudo por nos amar. Pequenos, pobres, fracos e pó, feitos filhos de Deus pela morte de Cristo. Digo agora, nessa hora, que o que deveríamos realmente fazer: Retribuir, agradecer e adorar a Jesus, que apesar de sua glória divina, tornou-se homem, igual a nós, por amor. E é esse amor que nos faz respirar a cada momento.

Quanto custou para a misericórdia divina se renovar a cada manhã? Custou o sangue do único que podia nos salvar da morte e do inferno, Jesus Cristo… Entender? Não podemos. Mas podemos fazer algo, agora, seja começo ou fim do dia: Podemos mudar, sermos diferentes, amar mais ao próximo, acreditar que Deus é fiel sempre, aprender que tudo o que acontece é para o bem dos que amam a Ele, deixarmos de ser egoístas, hipócritas, avarentos, maus… Saber que o hoje ainda não terminou, que os problemas do dia podem ser grandes, mas amanhã teremos um novo dia de misericórdia nova, viva e limpa, vinda do Pai das Luzes que não mente. Nenhum problema não é tão grande para um Deus infinito. Podemos pedir a Cristo, que venha encher nosso coração da presença dEle e nos prostrarmos só para agradecer estas 24 horas do dia que temos. Horas de infinita misericórdia.

Precisamos enxergar os nossos dias, todos eles, como uma nova chance, de mudar e amar, antes que chegue o último deles e olhemos para trás sem ver nossos bons feitos semeados na terra. Na realidade, o que desejo, é que possamos olhar para trás, no último de nossos dias e exclamar: – Estou realizado!

 Foto e Texto por Amanda Oliveira





Um feriado qualquer

28 04 2008


Foto – novos horizontes por PauloHigor (artigo: Um fim de semana qualquer por MaxwellFonseca)

Um feriado qualquer -  Em 2008, o dia de Tiradentes muitos morreram “sem causa”. Um grande paradoxo quando lembramos que (Tiradentes foi mártir da inconfidência mineira – um herói que não morreu em vão). Logo nesta ocasião o feriado cai numa segunda-feira, gerando um feriadão (isso que nosso povo tanto ama). Como qualquer trabalhador encontro uma oportunidade de ver a praia, aproveitar, me divertir e descansar (porque também não sou de ferro) mas infelizmente, na terça-feira o cenário é dantesco de repercussão internacional.

A sombra negra que assombra minhas idéias neste pós-feriado vem dos títulos dos noticiários- sessenta e seis homicídios no Estado durante o feriadão – Isso mesmo é assombroso! Tantas vidas ceifadas pela violência e criminalidade. Não tem como ignorar estes números e essas vidas perdidas.

Terça 22 de abril de 2008, a Secretaria de Defesa Social anuncia o balanço: Ao todo, foram registradas 66 mortes no Estado da 0h de sexta (dia 18 ) à meia-noite de segunda (dia 21). Se comparado com o último feriado da Semana Santa, onde foram registrados 55 assassinatos em três dias, temos um aumento de 20% no número de homicídios. Isso é assustador!

…31 mortes no Grande Recife.
Na capital, foram contabilizados 13 assassinatos,
No Agreste foram registrados 7 homicídios.
Na Zona da Mata, 9 mortes e no Sertão 6.

Nada mais triste que constatar que a vida não está nada fácil para os jovens desta região. Neste feriado, não sei se digo que me diverti, ou que sobrevivi. Dura constatação da realidade da metrópole. E ainda é barra pensar no que farei no próximo feriadão. Pra onde terei coragem de ir? (ou seria melhor dizer: ‘me esconder’ – já que curtir mesmo, não sei se dá!) do Litoral ao Sertão a situação é tensa! Eu já começo a pensar nesse aumento de 20% de homícidos como um monstro crescente já denunciado pelos carinhas do PeBodyCount. Parece-me que estamos mesmo em guerra e está faltando heróis. Sessenta e seis vidas entregues por nada.

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Foto: Paulo Higor
Artigo: Maxwell Fonseca
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Geração-WWW

24 04 2008


Foto original por FilipeFradex (artigo: por MaxwellFonseca)

GERAÇÃO_WWW – Aos meus trinta e poucos anos, observo a fronteira dos jovens das últimas três gerações – desde os anos 80. Neste artigo decidi fazer os boyzinhos e as minas rirem com as incríveis mudanças que acompanhei… Desculpem minha irreverência latente, mas lá vamos nós.

Pra começar, desenterro a naftalina das tardes coladas na TV, nos anos 80. Vou tirar do baú alguns objetos de desejo da turma:  Quem não lembra do Atari e Odissey? Batiam na porta aqueles amigos todos os dias pra se divertir junto contigo, né? O mundo dos brinquedos populares: autorama, ferrrorama, genius e pogobol e etc. Tardes de sábado esperando programas de rádio como o Novas Tendências da Cidade (pra gravar em fita-K7). Os antenados em música babavam por aqueles single vinils do Depeche Mode, Kraftwerk, New Order e Information Society. E quando as bandas populares como o Duran Duran, The Police, A-Ha, lançavam seus hits passava no fim do Fantástico, daí virava febre nas rádios. Meninas surtando quando viam os Menudo, só lembrar disso ainda me faz rir – daqueles gritos histéricos! Pertinho da hora do almoço era essencial: O global He-man e a “poderosa” She-Ra. Basicamente a rotina era: ESCOLA & TV. E em semana de prova – cara no livro e nada de sair do portão. GENTE QUE FAZIA UMA COISA POR VEZ!

Nos anos 90, vem a geração MTV… informática ainda não era popular como hoje. Mas já se via os Game Station da vida. Ou melhor, no Shopping Center Recife, pra ser mais exato! Pois bem, naquele tempo, junto ao rol de brinquedos maneiros, tambem surgem novos conceitos de “cenário alternativo”: Esportes radicais. Tribos ubanas surgindo e crescendo pra tudo quanto é lado. Disco Clubbers, Punks, Metaleiros, Surfistas, Mangue Boy & Girls.  E a expressão jovem de arte e talento torna-se notória em Recife. Enquanto a Geração X dos anos 80 fazia uma coisa por vez, a Geração Y queria ‘abraçar o mundo com as pernas’ nos anos 90. ‘Assobiar e chupar cana’. Finalmente, quando a informática se fez popular no Brasil… partimos do Nintendo para o PC – Computador em casa… Taí a GENTE QUE QUERIA FAZER TUDO NA MESMA HORA. (…e sobre sexualidade prefiro nem comentar – mas tudo virou “normal”… “Bobagem!” diziam os ultra-modernos).

E aqui estamos nós nos anos 2000 e tanto, a Geração_WWW! Uma juventude: Imediatista, Inconstrante, Impulsiva e até Insensível… O isolamento da virtualidade mexe com a cabeça! Uns tantos se viciam nos bate papos virtuais a procura do alguém ideal ou surreal… Romances tecnológicos que dispensam comentários. O excesso de WWW causa danos assombrosos. O mar de informação é tão vasto que facilmente afoga a mente humana. Não sobra tempo pra mais nada! Estamos fadados à multifuncionalidade: Ouvimos MP3 e, folheamos o livro da escola e, o celular não para com tanta SMS e, guardamos centenas de fotos de todo lugar onde passamos e, botamos no orkut e, no msn e, jogamos playstation, counter-strike e o escambal! Alguém nos ajude a largar do monitor, por favor!

Aos da Geração_WWW fica meu conselho: As vezes é preciso parar tudo e vencer os modismos. Nada de Control C, Control V! Não deixe o mar de informações arrastar você para o imediatismo, a inconstância, a impulsividade e insensibilidade humana. Quem tenta sobreviver do jeito que dá, perde a chance de viver por um propósito maior… Pense nisto, se supere e viva!

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Artigo: Maxwell Fonseca
Foto: Filipe Fradex
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Cidade Psicodélica

20 04 2008


Foto Cidade Psicodélica por FilipeFradex (artigo: por Bianca Barbosa)

A VIDA TEM COR E FORMA - Falamos tantas vezes no sentido que queremos dar à vida. E existem momentos em que sentimos necessidade, em mostrar que a vida tem cor! Então, encontrei a cor da minha vida. Lilás! Lilás-melancia! Tá, tá, já explico. A cor da vida é um fato altamente improvável e desconhecido. Como a cor “lilás-melancia”. Assim descreveria minha cor.

Bem mais importante que a cor da vida é a FORMA da vida. Então… Qual a forma da vida? Eu diria que a minha é uma reta. Uma linha sem fim, que se olharmos de perto vai parecer que tem curvas, mas quando vemos de cima percebemos na verdade que se trata de uma pincelada que toca o infinito!

Nesta foto do Fradex - a cidade psicodélica – com o obturador a 15”. Temos mais exposição, e a luz, em movimento, vira linha reta. Isso é radical! Ao fim da vida teremos sido uma linha colorida e graciosa na história. Desejo que a sua seja uma reta que tende ao infinito!

Valorize sua cor! Alegria, tristeza ou dor, tudo vai depender da importância que damos ao que vivemos e como carregamos o passado. O tom que pode ser forte, suave ou em contraste dará o brilho essencial pra sua vida.

Quando vemos tudo voltar ao mesmo ponto, é sinal de que tem algo errado. Em vez de andar pra frente, estamos numa esfera e repetindo ciclos dentro de nossa própria vida. Supere as rotinas! Quando estamos dispostos a crescer superamos qualquer barra…. como em Toy Story: “Ao infinito e além…”. Buzz_light_year bradava com ar de herói. Mesmo com seus erros, o personagem aprendeu. E assim também nós aprendemos com erros e acertos – para que haja bem mais acertos no futuro.

Ter objetivos claramente definidos é essencial para moldar nossa vida. Nosso alvo é o que dá sentido à nossa vida. É preciso perseguí-los intensamente. Essas coisas que nos fazem ir em frente como pessoas melhores… Em meio à cidade psicodélica, nossa vida ganha cor e forma – como Deus quer… e se Ele quer – a gente pinta!

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Artigo:  Bianca Barbosa
Foto: Filipe Fradex
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O ataque dos bonecos de barro

18 04 2008


Foto: artesanato pernambucano atribuido a DéboraCoutinho – sujeito a correção! (artigo por MaxwellFonseca)

O ataque dos bonecos de barro – O dia que exército salustiano desceu da Sé, em defesa à cultura pernabucana, choveu notícia pra todo é lado! Jornalistas e curiosos querendo subir, enquanto banners de merchandising eram derrubados ladeira-a-baixo, em Olinda. Propagandas impiedosamente arrancadas pelos bonecos revoltos, ao tempo que representantes comerciais amargavam ligações dos seus chefes: “Aonde está nossa sinalização?”. De celulares corporativos ouvia-se em extremo grito: “Faça alguma coisa senão lhe demito!!!”… e assim começa esta história de amor e ódio das nossas raízes (versus a pos-modernidade corporativa).

Era uma terça-feira aparentemente comum. Se não fosse as mil ligações de meus colegas me falando desse caos em Olinda Alta. Pois bem, corri com meu bloquinho de papel, à moda antiga, e fui à Sé. Como bom menino olindense (que conheçe cada buraco nas ladeiras), subi por trás do largo do Amparo – arrodiei pelo Colégio das Damas – estacionei perto da Ladeira de Misericórdia e fui andando até o largo da Sé pra ver se encontrava alguém pra entrevistar… Encontrei um disposto a falar, e antes d’eu me identificar disse ele ”…e se fosse contigo, mô’vey?” me perguntou um boneco de barro de roupinha azul ciano e uma rabeca na mão, “tu ia comê uma sugesta dessa?” e completou: “Apois, pelo que sei, o homem tomein já foi boneco de barro! E tú devia-de-tá do nosso lado, Seu-cába!”, afirmou com a vêemencia de um socialista revolucionário. Eu, com minha imparcialidade jornalística, preferi desconversar e com mais perguntas descobri que além deles existem centenas de outros bonecos vindo do interior apoiar o movimento… fiquei pasmo!

Desde a hora que enviei o e-mail desta história pro escritório da redação em Recife, tremeram os enlatados e as gravadoras sulistas, outdoors e carros de som choravam, programas de auditório suspenderam sua programação brega, até o vento! (ficou meio que parado, como quando está pra vir aquela chuvarada de dias).   

…continua

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Reforma Interior

14 04 2008


Foto: Reforma por DéboraCoutinho (artigo por MaxwellFonseca)

Reforma Interior - Podemos pensar em Reforma Interior como um conjunto de mudanças efetuadas em nós mesmos com o fim de tornar nosso coração e mente mais fieis aos princípios que valorizamos. Leo Tolstoy (escritor russo) um vez disse: ”Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Seu comentário encontra sustentação na inércia do conformismo ou na dificuldade que temos de lidar com nossa psiquê. Afinal, muitas são as pessoas adeptas ao dito ”…pau que nasce torto, nunca de endireita”. Mas se isto fosse plena verdade, não haveria sentido na educação acadêmica, em exercitar o corpo, na psicanálise, no código penal, só pra citar alguns exemplos. O fato é que as pessoas mudam quando é preciso ou imperativo! Logo, pensar em mudança interior não nos deveria ser lá um ‘bicho de sete cabeça’.

A reforma, como ato ou efeito de mudar (para melhor) é um estilo-de-vida de quem não quer ser influenciado pela mediocridade. Tanta gente nunca amadurece… Estes vão direto de verde a podre pensando que o mundo gira em torno do próprio ego. Ignoram os paradigmas que regem seus pensamentos. Puro engano. Adeptos de Raul Seixa, por exemplo, se dizem em constante mudança – auto-denominados “metamorfose ambulante”. Nada mais amorfo ou deformado pode surgir de alguém que muda sem ter em vista um objetivo claro (para melhor, diga-se de passagem).

Serei óbvio pra uns mas contundente pra outros. Então, lá-vai-bomba:
1) “O_que_sou e o_que_tenho são coisas extremamente diferentes!”
2) “Ser feliz é essencialmente possível, ter tudo que se deseja não…”
3) “Há várias formas de se ver um mesmo fato, a opinião alheia é apenas UM porto de vista.”
4) “Perder e ganhar podem apresentar efeitos colaterais em ordem inversa”
5) “As grandes tempestades não duram muito, grandes felicidades tambem não serão eternas”
6) “É preciso ser forte para se vencer o que nos controla, seja vícios ou medos…”
7) “Quando alguém reconhece um erro já deu meio passo para superá-lo.”
…quantos outros pontos poderíamos adicionar no contexto de reforma interior? Centenas!

Se compararmos à reforma estrutural que demanda material e ferramentas (cerâmica, argamassa, cimento e tinta e etc…), a reforma interior precisa de elementos de referência também (só que intangível – claro!). Prumo, régua, esquadro… Referências intangíveis que vão nortear a reforma. Ouso citar: bases de ética, caráter, bondade, e especialmente amor. Sem isto, algumas mudanças (no olhometro e achometro) podem virar um desastre.

Elementos à postos. Vualá!!! Minha reforma vai comecar… Já sei o que há de obsoleto no meu interior? Escolhi criteriosamente o que deve ficar e o que deve sair? Minha obra pode começar agora – a qualquer momento. O velho-ego precisa dar lugar a um novo-eu – mais belo. Afinal, a reorganização das idéias nos traz paz e equilíbrio que se reflete nos novos atos. Mude e o mundo terá mudado a partir de você!

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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