Ídolos Humanos

25 09 2008


Foto e Texto por MaxwellFonseca (citação essencial de Fernando Pessoa – Livro do Desassossego)

Ídolos Humanos – Nesta estranha sociedade, de constante resgate de elementos primitivos e mitológicos, nossas raízes greco-romanas ainda permeiam a cultura e comportamento, com instintos primitivos, heróis tópicos e idéias religiosas desnorteadas. Será que pós-modernindade e a globalização reverberam os ecos dos filósofos e grandes impérios antigos? Talvez? Ouso dizer que sim!

Nesta escultura, carinhosamente denominada Eliza, resgato a oportunidade da reflexão sobre a visão humanista, mística, egocentrada e democrática da atualidade. E entre cultos, crença, programas de tv, estátuas no jardim e a plena razão - questiono o que sejam ídolos, para nós, hoje? E antes de prosseguir, proponho as palavras de Fernando Pessoa (que possivelmente dispensará meros devaneios):

“Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus precursores a haviam tido – sem saber porquê.
E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para substituto de Deus.
Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como eles, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais. (…).
Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que comummente se chama a Decadência. A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.”

À primeira vista, as palavras de Pessoa ressoam como filosofia existencialista dos ensaios de Platão e Descartes, mas a acentuação (ácida e religiosa) surpreende pelo questionamento essencial sobre o sentido da vida e o centro da adoração humana, evidenciando sobretudo a indignação do escritor quanto aos desacertos do comportamento e devoção das massas.

Agora deixo para você leitor a reflexão inicial –  e diante dos tantos ídolos (humanos) massificados, sejam políticos, artístas, alegorias, projeções ou sugestões… – permita-se repensar quem são seus ídolos! E pensando, seja crítico. Este exercício pode resultar em amadurecimento e emancipação. Pois diante do contraste cartesiano da existência do Bem maior, grande parte de nossas ideologias não passam de ilusão ídólatra e futilidades.

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Foto & Artigo:
MaxwellFonseca





O ataque dos bonecos de barro

18 04 2008


Foto: artesanato pernambucano atribuido a DéboraCoutinho – sujeito a correção! (artigo por MaxwellFonseca)

O ataque dos bonecos de barro – O dia que exército salustiano desceu da Sé, em defesa à cultura pernabucana, choveu notícia pra todo é lado! Jornalistas e curiosos querendo subir, enquanto banners de merchandising eram derrubados ladeira-a-baixo, em Olinda. Propagandas impiedosamente arrancadas pelos bonecos revoltos, ao tempo que representantes comerciais amargavam ligações dos seus chefes: “Aonde está nossa sinalização?”. De celulares corporativos ouvia-se em extremo grito: “Faça alguma coisa senão lhe demito!!!”… e assim começa esta história de amor e ódio das nossas raízes (versus a pos-modernidade corporativa).

Era uma terça-feira aparentemente comum. Se não fosse as mil ligações de meus colegas me falando desse caos em Olinda Alta. Pois bem, corri com meu bloquinho de papel, à moda antiga, e fui à Sé. Como bom menino olindense (que conheçe cada buraco nas ladeiras), subi por trás do largo do Amparo – arrodiei pelo Colégio das Damas – estacionei perto da Ladeira de Misericórdia e fui andando até o largo da Sé pra ver se encontrava alguém pra entrevistar… Encontrei um disposto a falar, e antes d’eu me identificar disse ele ”…e se fosse contigo, mô’vey?” me perguntou um boneco de barro de roupinha azul ciano e uma rabeca na mão, “tu ia comê uma sugesta dessa?” e completou: “Apois, pelo que sei, o homem tomein já foi boneco de barro! E tú devia-de-tá do nosso lado, Seu-cába!”, afirmou com a vêemencia de um socialista revolucionário. Eu, com minha imparcialidade jornalística, preferi desconversar e com mais perguntas descobri que além deles existem centenas de outros bonecos vindo do interior apoiar o movimento… fiquei pasmo!

Desde a hora que enviei o e-mail desta história pro escritório da redação em Recife, tremeram os enlatados e as gravadoras sulistas, outdoors e carros de som choravam, programas de auditório suspenderam sua programação brega, até o vento! (ficou meio que parado, como quando está pra vir aquela chuvarada de dias).   

…continua

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Aonde vou hoje com a câmera?

12 04 2008


Foto original por CarlosCajueiro (artigo por MaxwellFonseca – homenagem a meus amigos flickr’s)

Aonde vou hoje com a câmera? – Um click é uma oportunidade de capturar o belo universo que o circunda. Em cada foto, o mundo pára pra câmera! Aquele momento eternizado também segue registrado na mente de quem registrou, que pode levá-lo para que outros vejam o mundo como ele vê. Este artigo ilustra esta relação entre a câmera e nossa visão do mundo.

O fotógrafo diz: Eu e a câmera somos mais que parceiros - ela é a extensão do meu olhar. E na memória dela vão também minhas memórias. Nas fotos registradas uma herança para a posteridade. Um mudo-grito: “Assim eu vi!”; “Ele estava deste jeito!”; “Ela pasou alí e sorriu…”; “Olha que paisagem!”; “Eu vivi isso”… E nesse grito fica evidente minha paixão pelos click’s. Sim! Eles são uma extensão de minha história! Independente da valorização artística de seu conteúdo, ou dos recursos da câmera, da técnica usada… Estes são meus erros e acertos (pra bem do resultado, melhor que sejam muitos acertos, muitos mesmo!).

A vida e seus registros são fruto do agora! Um agora que tende à eternidade… quando no momento do agora decido: Aonde vou com a câmera? A que lugar irei ver e mostrar?  Estas perguntas refletem no meu movimento, na minha liberdade de ir e vir, e tudo que posso registrar da minha história (história que se encontra com a dos outros também, ou seja, nossa história).

Quando meu tempo declina-se a um trabalho profissional, ainda assim ainda sou agente livre para registrar momentos marcantes e cenas especiais. Seja numa criança na calçada; no making-off de um book pessoal; ou dezenas de cenas inusitadas duma viagem. Eu e minha câmera simplesmente SOMOS e VAMOS do eixo 360 graus - norte e sul, ao eixo 360 graus - céu e chão! Nesses mais de cem mil pontos de vistas, ainda posso passar por qualquer lugar na face da terra, água ou ar… Eis o número incontável de possibilidades que tenho. Eis o que faz de meu registro tão importante. Eles sempre são únicos, na linha do tempo. Únicos e preciosos, porque são minha história partilhada com o mundo.

Sempre que volto pra casa, com estes tantos clicks do dia que tive, penso que esse tempo que passou, passou. As boas lembranças carrego no coração, os erros procurarei evitar… acho que isto é o que chamam de maturidade, não é? Só sei que tudo encarei com muito bom humor e satisfação. Percebo ainda que inevitavelmente estou evoluindo. Pois, desde o aspecto técnico ao pessoal, me dedico a melhorar meus registros. Então se eles são também minha história, logo meu esforço é uma clara iniciativa de melhorar o minha essência.

Vamos para algum lugar, câmera amiga! Hoje e amanhã também! Estou vivo! Vamos ver o tempo e pessoas passarem diante de nós. Vamos ver gente ir, voltar, cantar e sorrir… Quero registrar o mundo mais lindo. Quero minha história mais bela. Vamos andar e simplesmente amar a vida. Graças a Deus tenho o privilégio (ou a missão) de partilhar com todos a minha perspectiva.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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  • NOTA_1: A estória vinculada à foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações não é intencional. Os personagens refletidos nesta obra literária é apenas ilustrativo, não estão vinculados diretamente a opinião de pessoas nas fotos.




Solda-vidas

8 04 2008


Foto original por ÍcaroNSilva (artigo “O soldador de nossas vidas” por BiancaBarbosa)

Solda-vidas – Pra que serve a solda?  Seja material pesado e ou pequenos pedaços de metal, uma boa solda funde partes em numa só peça. A solda é quase uma arte – confiável, útil e durável. Nesta foto vemos mais um batalhador do universo-metropolitano fazendo cor, luz e ‘artesenato’.

São tantos detalhes de segurança que um soldador deve notar para proteger-se das fagulhas do seu ofício. Luvas, máscara, óculos, roupas de tecidos grossos… Sua técnica cuidadosa transforma várias peças em um novo e funcional elemento. Soldar é, de fato, um trabalho que demanda muita habilidade.

Já percebeu que certos vínculos emocionais invisíveis ‘unem’ nossa vida a algumas pessoas? Amigos, família e etc… Estamos a todo “com eles”, mesmo quando não estão presentes. Levamos eles dentro do coração. Estamos ’soldados’ aos nosso queridos e isto é maravilhoso.

De meus amigos especiais, uns chamo de “meu faixa” (porque semelhante àquelas ‘faixas de campeão’ e medalha que se carrega no peito, eles levo no coração). Tem gente que é assim, simplesmente querida… Colamos nelas sem querer nunca largar.

Afinal, o que de fato pode colar duas pessoas? Eis um trabalho invisível de um hábil Soldador. O Solda-vidas que nos enche de amor. E assim podemos manter vínculos saudáveis. Grandes Amigos! Amorosos Familiares! Irmãos carne-unha! Cônjuge querido! Tudo isso é presente de Deus. Dentro em nós o Amor e a Admiração são esta solda que nos cola a tanta gente especial. Felizmente!

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Artigo:  Bianca Barbosa, adaptação literária por MaxwellFonseca
Foto: ÍcaroNSilva
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Na roda de fogo

8 04 2008


Foto original por ÍcaroNSilva (artigo “na roda de fogo” - BiancaBarbosa)

Na roda de fogo – Às vezes o futuro nos parece cinzento e incerto. Na roda do fogo da vida a fumaça embaça a visão e cobre nosso rosto e mal conseguimos enxergar um palmo adiante. Nesse momento que se precisa de muita fé. Esta estória a seguir é mais um universo-paralelo dos clicks de nossa metrópole.

Então começa o show! …[suspense]…“Não tente fazer isto em casa!”, grita o artista antes do espetáculo. O público se comove com facas, fogo, e com a assombrosa idéia de que tudo pode dar muito, muito errado. O clima fica mais tenso ao som do rufar de tambores. São quinze segundos de tensão, quinze segundo que valem uma vida.

Salta o boy e como ser alado, voa por aquela roda de fogo, pela milionésima vez, e tudo foi bem. Muitos pensam-alto: “Graças a Deus!” . Outros gritam seu espanto! “UAU!” . Uns tantos homens abismados aplaudem, outras tantas mulheres ainda retomam o fôlego… E assim segue o show da vida.

Enfim, não dá pra imaginar quantas vezes o boy  ensaiou esse pulo, quantas vezes testou seus limites, quantas vezes contou com a sorte, quantas vezes arranhou a perna, quantas vezes o fogo arrancou-lhe uns pelos… tudo pelo prêmio do seu ganha-pão,  suas palmas e o reconhecimento do seu talento.

Determinação e Fé são elementos poderosos nesse contexto. A fé é o segredo da vitória - certeza das coisas que nem conseguimos ver. E a determinação é o segredo de sujeitar nosso próprio ser com uma vontade pontualmente definida. Dominar-se e perseguir nosso alvo que acreditamos (determinação e fé fazem diferença). Sem a marca da determinação somos facilmente levados por qualquer vento ou correnteza, semelhante a um barco à deriva, no mar da vida.

Conta-se um causo assim: Uma criança estava no segundo andar de um prédio. Seu pai ao chegar percebe um incêndio no térreo. A fumaça rapidamente escureceu tudo e o caminho das escadas estava impedido. Da janela a criança gritava: “Papai socorro!”; O pai se pôs embaixo da janela e gritou: “Querido, salte! Eu pego você!”. Ao que respondeu: “Papai, eu não te vejo!” ; Ele insistiu: “Tudo bem! Eu estou vendo você! Pule!”. A criança saltou e foi salva – deu certo. Pois bem! A fé é como um salto nos braços do Pai. Nós não o vemos, mas ele nos vê e insiste em nos orientar. Confiemos nEle.

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Artigo:  Bianca Barbosa, adaptação literária por MaxwellFonseca
Foto: ÍcaroNSilva
 Ícone de exibição de ÍcaroNSilva 

NOTA: Esta estória vinculada às foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações é mera coincidência. Os personagens da estórias são apenas ilustrativos.





A vida sem Ensaios

3 04 2008

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Foto: Teatro Santa Izabel por Paulo Higor (artigo: “A vida sem ensaios” por Bianca Barbosa.

A VIDA SEM ENSAIOS – É impressionante como o palco representa tanta coisa… A sociologia concebe o individuo como “ator social”, representando muitos papéis, no palco da vida. A psicologia também considera-nos multifacetados pois nos adequamos ao ambiente ou às pessoas que nos rodeiam pelo comportamento nosso. Assim também no teatro, o ator representa um outro alguém e conseguindo anular sua identidade, “veste-se” do personagem. Nesse contexto, muitos escolhem Artes Cênicas por profissão, dado o talento nato e a capacidade de mudar, de ser um, de ser todos, e ao mesmo tempo nenhum… Na verdade todos nós mudamos constantemente no palco da vida.

Somos protagonistas de nossa própria história, e nesse palco não estamos em mero ensaio… A vida é agora! Chore, ria, cante, grite, fale ou cale quando for apropriado – antes que a cortina se feche e a peça termine sem realizações e sem aplausos. Não sinta dor nem pesar pelo que você poderia ter conquistado e foi impedido pelas algemas do medo. Não lamente o passado, olhe sempre para frente e saiba que existem muitas pessoas que te admiram e torcem por sua felicidade, e que também se entristecem com a sua tristeza.

Ser feliz não é acordar todos os dias com um sorriso estampado no rosto (daqueles de orelha à orelha), na verdade ser feliz é saber que no mundo passaremos por aflições (Jo 16.33), mas com fé e fibra a tudo superaremos. Sim, o Altíssimo está conosco pra nos fazer ver o céu límpido acima das tempestades! Ele nos conduz por um caminho tranqüilo (sem acidentes). Ele está sempre contigo e te carrega no colo, te fortalecerá quando for preciso… Nosso trabalho nem sempre será fácil, mas morrer na cruz não foi fácil também, no entanto Ele fez por isso nós, Em paz podemos superar as tristezas da vida e viver relacionamentos transformados – sem desilusões.

Então aproveite bem este palco! Façamos dele o mais brilhante possível, e que os holofotes, do alto, estejam sempre iluminando todos que estão conosco… Levemos a luz do alto onde quer que for… e mesmo sem palavras nossa vida traduza o amor em gestos e atitudes.

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Maracatu Cultural

3 04 2008


Foto: Maracatu Rural por ÍcaroNSilva (artigo: “Não me compare: Sou Incomum” por Bianca Barbosa)

Não me compare: SOU INCOMUM – Atualmente percebemos várias tribos urbanas, com identidade própria, dentro do contexto social democrático, pequenos grupos em busca de firmar-se no universo social, busca do reconhecimento cultural.

O fato de muitas pessoas se unirem a grupos para lutar por sua própria identidade cultural parece paradoxal: Por um lado, há a genuína reivindicação seu reconhecimento do seu individualismo, Mas no modelo democrático só se sustentam demandas apresentadas em coletivo (ainda que minoritário, mas que seja representativo). Essa busca subjetiva e pessoal daqueles que se reconhecem neste ou naquele particularismo resulta no engajamento coletivo e em reivindicações identitárias… Mas, ao mesmo tempo este mesmo enfoque politico impõe a necessidade de representação coletiva, estereótipos do eu-coletivo inferem na singularidade de cada individuo. Estereótipos nos rotulam por seguimentos, padronizam, planificam. Como nas lanchonetes que se pede pelo número – “Promoção número 1 com coca-cola”…

Enfim, a palavra “multiculturalismo” não se refere só ao fato de que as sociedades são compostas de grupos culturalmente distintos, mas também fala a respeito da política vigente que tem como objetivo fazer com que esses grupos coexistam pacificamente entre etinias e culturas diferentes.

A mistura das culturas mostra que é impossível considerar a cultura como algo invariável – estático. Rotulá-la com selo de autenticidade perene é imusão. Até pelo fato de que cada um de nós tem seu caráter constituído de experiências, sensações e emoções particulares e únicas. Logo a cultura (apesar de todo tradicionalismo) tende a mudar. Evoluir.

Na verdade esse movimento de multiculturalismo se torna mais forte, porque ninguém é igual a ninguém, foi assim que Deus nos fez, diferentes uns dos outros e ÚNICOS, porém, à sua imagem e semelhança… Pensando nisso as pessoas deveriam resistir à homogeneidade cultural, principalmente quando esta uniformidade nos impõe estilos consumista. Como no caso do imperialismo cultural, que reduz outras culturas a particularismos à dependência de uma única fonte (exemplo: Brasil e EUA).

Não devemos, contudo, olhar o multiculturalismo como algo negativo, por que é ele que traz o respeito às diferenças, e também obriga a sociedade a redefinir o conceito de comunidade… principalmente a alargando-o na tentativa de incluir um conjunto de diferenças comportamentais. Ou seja, não importa a “tribo” que pertençamos, seja das patricinhas, os emos, os puks, os nerds, pagodeiros, intelectuais, enfim… Deus nos fez únicos e Ele nos ama e nos quer receber de braços abertos. Ele te reconhece de qualquer lugar da cidade e mesmo que você esteja em meio a mil pessoas, fala: “Olhem, vocês estão vendo este? Foi criado para ser digno – e amar”.

Ícone de exibição de ÍcaroNSilva 
Foto: ÍcaroNSilva
Artigo: Bianca Barbosa
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Rafael e seu monociclo…

27 03 2008


Rafael N. e o seu monociclo por IcaroNSilva (artigo por Maxwell Fonseca) 

Em constante movimento! – Na vida, tudo se move… Como se diz: ”Nada é plenamente estático”. O tempo passa, a terra gira, o mundo muda… Agente cresce, pessoas chegam, outras partem… Vivemos uma constante dinâmica. Ao ver a imagem “Rafael e o seu Monociclo” refleti a força gravitacional dos ‘astros’ do meu Universo psicológico, influenciando meu movimento, comportamento, ações (ou reações).

Pra fins deste artigo, chamo de ‘astro’ tudo que ocupa a mente… tudo que nos prende. Nossos heróis, compromissos, contratos, alianças e aspirações. Todos nós vivemos apegados a diversos elementos, como um único satélite vivendo sob difententes órbitas e gravitações.

Basta um tanto de observação analítica para responder: “Afinal o que me prende? A que estou apegado? Escolhi esta gravidade, ou ela foi me imposta?”
O problema observado na maioria destas respostas que damos(demos e daremos), é que muitas delas são inconscientes. Decidimos até de forma irracional, instintiva e desatenta (e as consequencias não são lá tão boas). Precisa ponder isto, se queremos alcançar algum bom resultado futuro… Rafael pode responder melhor que eu sobre como controlar, planejar e se esfocar pra chegar a algum canto com seu monociclo.

Enfim, penso que os duros desafios da vida nos demandam uma habilidade impar de EQUILIBRIO. Logo, equilibrar-se diante de todas as forças gravitacionais que surgem em nossa mente é um extremante difícil. Mesmo assim, precisamos definir metas, alvos, planos, sonhos e um norte. Para não se perder no meio dessas forças gravitacionais.

Seja equilibrado! Espero que a imagem de Rafael e o Monociclo ajude você a pensar nesse grande dilema, que é ter equilibro em sua vida.

Fé em Deus e pé na tábua… Vejamos se vc é bom com o seu monociclo.

Ícone de exibição de ÍcaroNSilva 
Foto: ÍcaroNSilva
Artigo: Maxwell Fonseca
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