Reforma Interior

14 04 2008


Foto: Reforma por DéboraCoutinho (artigo por MaxwellFonseca)

Reforma Interior - Podemos pensar em Reforma Interior como um conjunto de mudanças efetuadas em nós mesmos com o fim de tornar nosso coração e mente mais fieis aos princípios que valorizamos. Leo Tolstoy (escritor russo) um vez disse: ”Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Seu comentário encontra sustentação na inércia do conformismo ou na dificuldade que temos de lidar com nossa psiquê. Afinal, muitas são as pessoas adeptas ao dito ”…pau que nasce torto, nunca de endireita”. Mas se isto fosse plena verdade, não haveria sentido na educação acadêmica, em exercitar o corpo, na psicanálise, no código penal, só pra citar alguns exemplos. O fato é que as pessoas mudam quando é preciso ou imperativo! Logo, pensar em mudança interior não nos deveria ser lá um ‘bicho de sete cabeça’.

A reforma, como ato ou efeito de mudar (para melhor) é um estilo-de-vida de quem não quer ser influenciado pela mediocridade. Tanta gente nunca amadurece… Estes vão direto de verde a podre pensando que o mundo gira em torno do próprio ego. Ignoram os paradigmas que regem seus pensamentos. Puro engano. Adeptos de Raul Seixa, por exemplo, se dizem em constante mudança – auto-denominados “metamorfose ambulante”. Nada mais amorfo ou deformado pode surgir de alguém que muda sem ter em vista um objetivo claro (para melhor, diga-se de passagem).

Serei óbvio pra uns mas contundente pra outros. Então, lá-vai-bomba:
1) “O_que_sou e o_que_tenho são coisas extremamente diferentes!”
2) “Ser feliz é essencialmente possível, ter tudo que se deseja não…”
3) “Há várias formas de se ver um mesmo fato, a opinião alheia é apenas UM porto de vista.”
4) “Perder e ganhar podem apresentar efeitos colaterais em ordem inversa”
5) “As grandes tempestades não duram muito, grandes felicidades tambem não serão eternas”
6) “É preciso ser forte para se vencer o que nos controla, seja vícios ou medos…”
7) “Quando alguém reconhece um erro já deu meio passo para superá-lo.”
…quantos outros pontos poderíamos adicionar no contexto de reforma interior? Centenas!

Se compararmos à reforma estrutural que demanda material e ferramentas (cerâmica, argamassa, cimento e tinta e etc…), a reforma interior precisa de elementos de referência também (só que intangível – claro!). Prumo, régua, esquadro… Referências intangíveis que vão nortear a reforma. Ouso citar: bases de ética, caráter, bondade, e especialmente amor. Sem isto, algumas mudanças (no olhometro e achometro) podem virar um desastre.

Elementos à postos. Vualá!!! Minha reforma vai comecar… Já sei o que há de obsoleto no meu interior? Escolhi criteriosamente o que deve ficar e o que deve sair? Minha obra pode começar agora – a qualquer momento. O velho-ego precisa dar lugar a um novo-eu – mais belo. Afinal, a reorganização das idéias nos traz paz e equilíbrio que se reflete nos novos atos. Mude e o mundo terá mudado a partir de você!

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Lar doce lar

13 04 2008


Foto original e comentário inicial por CarlosCajueiro (Artigo por Maxwell Fonseca)

Lar doce lar – Comentário do fotógrafo: “Um dias desses estava querendo trocar minha TV da sala por uma LCD de 42 polegadas, mas depois que entrei nessa casa e vi 8 pessoas dividindo o pequeno espaço para assistir uma TV de 14′, eu pensei: “…meu Deus me perdoe! tá bom demais a minha.” Poxa! Sempre queremos mudar e ter algo novo – melhor. Mudar é bom. Coisa nova é show. Mas será que realmente vai nos trazer verdadeira felicidade?” – Carlos Cajueiro

Este é um excelente ponto de partida para uma reflexão sobre gratidão e satisfação. Nossa atitude é bastante estranha neste sentido. Muitas vezes ignoramos todas as dádivas e benefícios que temos. Olhando apenas para o que não temos e gostaríamos de ter. Curioso como o status sempre acompanha o salário… quando não botamos os pés pelas mãos (e damos passos maiores que nossas pernas) e nos endividamos. Tudo isso é sinal de nossa sede de consumo. Que tem seu lado bom e seu lado ruim, como no comentário de Cajueiro. O ‘querer ter’ nos motiva a trabalhar e alcançar nossos objetivos, bens e riqueza. Até aqui não há mal algum. O problema se configura quando queremos ter o que não temos condições de ter, ou o que pertence a outros, isto materializar-se em cobiça.

Basicamente a cobiça é um sentimento negativo. Remete-nos ao desejo veemente de possuir; a ambição de riquezas; avidez e ganância. Muitas vezes no contexto capitalista que vivemos este nome (cobiça) nem nos soa mal, mas é. Aprenda a desejar – da forma certa. Escolha bem o alvo de seus sonhos. Certifique-se de que o que você quer não pertence aos outros e seria desonesto ou desonroso tomá-lo (seja quais forem os meios)… Seja satisfeito com o que você É, e não pelo que você TEM.

Não abandone suas conquistas depois de algumas semanas (caso clássico de quem tem piscina em casa), continue dando valor ao que você tem. Use as coisas e ame as pessoas (centenas de pessoas parecem insistir em inverter isso – usam pessoas e amam coisas)… Ter dinheiro não é algo essencialmente ruim, é o amor ao dinheiro sim – é uma doença – que provoca todos os males. o amor foi feito para nos ligar a pessoas, e não para nos aprisionar a coisas. 

Não perca de vista o quanto você é felizardo, porque neste momento enquanto falamos pessoas passam necessidade extrema em lugares menos afortunados. Entenda seu papel no mundo. Aí sim você vai se sentir em casa. E poderá dizer “Lar doce lar” independente de quantos mil reais vale sua casa.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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Aonde vou hoje com a câmera?

12 04 2008


Foto original por CarlosCajueiro (artigo por MaxwellFonseca – homenagem a meus amigos flickr’s)

Aonde vou hoje com a câmera? – Um click é uma oportunidade de capturar o belo universo que o circunda. Em cada foto, o mundo pára pra câmera! Aquele momento eternizado também segue registrado na mente de quem registrou, que pode levá-lo para que outros vejam o mundo como ele vê. Este artigo ilustra esta relação entre a câmera e nossa visão do mundo.

O fotógrafo diz: Eu e a câmera somos mais que parceiros - ela é a extensão do meu olhar. E na memória dela vão também minhas memórias. Nas fotos registradas uma herança para a posteridade. Um mudo-grito: “Assim eu vi!”; “Ele estava deste jeito!”; “Ela pasou alí e sorriu…”; “Olha que paisagem!”; “Eu vivi isso”… E nesse grito fica evidente minha paixão pelos click’s. Sim! Eles são uma extensão de minha história! Independente da valorização artística de seu conteúdo, ou dos recursos da câmera, da técnica usada… Estes são meus erros e acertos (pra bem do resultado, melhor que sejam muitos acertos, muitos mesmo!).

A vida e seus registros são fruto do agora! Um agora que tende à eternidade… quando no momento do agora decido: Aonde vou com a câmera? A que lugar irei ver e mostrar?  Estas perguntas refletem no meu movimento, na minha liberdade de ir e vir, e tudo que posso registrar da minha história (história que se encontra com a dos outros também, ou seja, nossa história).

Quando meu tempo declina-se a um trabalho profissional, ainda assim ainda sou agente livre para registrar momentos marcantes e cenas especiais. Seja numa criança na calçada; no making-off de um book pessoal; ou dezenas de cenas inusitadas duma viagem. Eu e minha câmera simplesmente SOMOS e VAMOS do eixo 360 graus - norte e sul, ao eixo 360 graus - céu e chão! Nesses mais de cem mil pontos de vistas, ainda posso passar por qualquer lugar na face da terra, água ou ar… Eis o número incontável de possibilidades que tenho. Eis o que faz de meu registro tão importante. Eles sempre são únicos, na linha do tempo. Únicos e preciosos, porque são minha história partilhada com o mundo.

Sempre que volto pra casa, com estes tantos clicks do dia que tive, penso que esse tempo que passou, passou. As boas lembranças carrego no coração, os erros procurarei evitar… acho que isto é o que chamam de maturidade, não é? Só sei que tudo encarei com muito bom humor e satisfação. Percebo ainda que inevitavelmente estou evoluindo. Pois, desde o aspecto técnico ao pessoal, me dedico a melhorar meus registros. Então se eles são também minha história, logo meu esforço é uma clara iniciativa de melhorar o minha essência.

Vamos para algum lugar, câmera amiga! Hoje e amanhã também! Estou vivo! Vamos ver o tempo e pessoas passarem diante de nós. Vamos ver gente ir, voltar, cantar e sorrir… Quero registrar o mundo mais lindo. Quero minha história mais bela. Vamos andar e simplesmente amar a vida. Graças a Deus tenho o privilégio (ou a missão) de partilhar com todos a minha perspectiva.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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  • NOTA_1: A estória vinculada à foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações não é intencional. Os personagens refletidos nesta obra literária é apenas ilustrativo, não estão vinculados diretamente a opinião de pessoas nas fotos.




Letícia… quero ser como criança!

3 04 2008


Foto: Letícia Wiedemann Veiga por Carlos Cajueiro 
(artigo: quero ser como criança! por Bianca Barbora)

“Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não haveis de entrar no reino dos céus” – Mt 18:3

Quero ser como criança! - Eis uma foto poeticamente tirada: Letícia e seus belíssimos olhos e simplicidade de criança… Nesse exato momento registrado, parece-nos não restar desejo algum que não seja o de viver aquele instante, contemplar o céu, respirar o ar puro e sentir a brisa acalentar seus sonhos.

Poderíamos ser assim, nós tambem, e marcar o mundo com pureza de criança. Que Deus nos inspire a cotidianamente a ser assim. É bem verdade que muitos de nós já crescemos diante do ‘universo-metropolitano’. Sob olhares críticos que tudo distorcem e em tudo vêem defeitos. Findamos por ficar magoados e esquecemos como é bom ter a ‘memória emocional de criança’ que fica chateada com algo e cinco minutos passados volta feliz e sorridente.

Todo mundo carrega dentro de si uma criança, mas ’aprendemos’(ou somos forçados) a reprimí-la para ser simplesmente adulto, porque achamos que crescemos e “temos” que ser sérios. Mas de que seriedade estamos falando??? Ser feliz e expontâneo não é deixar de viver com seriedade, e sim viver com a leveza de uma criança apesar das obrigações de adulto. Fica muito mais doce e belo viver ou ser assim.

Fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações. E acredite na pureza do ser humano, na inocência de criança que está escondida, a criança que reserva o melhor de cada um de nós.

Por vezes fico impressionada com a pureza infantil, e é essa candura da criança em nós é capaz de fazer com que vivamos o amor que nasce da emoção renovada e que encanta nosso coração. Temos que ser como elas, simples e inocentes (sem culpa), amando o SENHOR pelo que ELE é e não pelo que ELE pode nos dar, sem ser egoístas e egocêntricos.

Estamos em tempo de encher o coração de gratidão, pois gratidão gera confiança… Essa mesma confiança que e as crianças têm!!! Assim seremos ainda mais íntimos do PAI, que nos acolhe com seus braços de AMOR.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Bianca Barbosa
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O Rei… está tranquilo.

3 04 2008


Foto: O Rei da selva por FilipeFradex (artigo: …está tranquilo! por Maxwell Fonseca)

O Rei… está tranquilo! -Enquanto Recife vê tantas guerra… violência… problemas sociais… índices assustadores… de um plácido recanto metropolitano o Rei se encontra em plena paz.

É preciso muito mais que um enorme esforço mental para encontrar a verdadeira paz. Afinal, ter paz é muito mais que a ausência de guerras. É plena confiança de que somos guardados e supridos. É plena certeza de que alguém cuida de nós, ainda que algum mal nos sobrevenha – sussura a alma: “meu socorro virá!” quando preciso… Desta forma, não nos desesperamos, nem entramos em guerra com tudo e todos ao nosso redor. Isso faz toda diferença!

Quando não temos paz, usamos nossas forças contra o próximo… pensamos que o outro é concorrente, adversário, e devemos reagir com toda selvageria para superá-lo e vencê-lo. Isto resulta num estilo de vida bastante estressante (ainda que este seja um estilo muito bem aceito no sistemático universo-metropolitano). 

Quando vivemos assim, no modo selvagem, não economizamos unhas e dentes… usamos a força e muitas vezes até “ganhamos” mas perdemos o principal. A paz… ‘Ganhar’ no selvagem universo capitalista pressuõe a perda na outra parte (este detalhe é crucial, mas o ignoramos pra bem do sistema, e mal dos menos afortunados).

Este artigo lembra-nos que existe centenas de universos-paralelos na realidade, e o universo-paralelo do amor divino (na metafísica do mundo espiritual) as coisas não podem ser medidas pelo capital ou pelas estatísticas do governo. Como dizem as sábias palavras: “De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma…”. Certamente, pensando nisto, alguns grande homens da história puderam concluir amargamente ao fim da vida, que existe algo mais que vã glória.  Alexandre o Grande, Nero, Hitler, Imperadores ou Cezares, muitos deles em seus últimos suspiros perceberam que nunca tiveram paz e de nada servia-lhes tantos bens e poder.

Pois bem, amigo! Hoje é tempo de repensar o valor da plena paz…

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Foto: Filipe Fradex
Artigo: Maxwell Fonseca
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