Antes que terminem os dias

10 05 2008


Foto e Texto por AmandaOliveira

Antes que terminem os dias – Estávamos conversando, minha irmã e eu hoje pela manhã e lembramos de um excelente filme: Antes que termine o dia. O filme conta a história de um casal. Ela busca demonstrar seu amor por ele em todo o tempo, e ele busca sucesso em sua vida profissional. No entanto, um acidente transtorna os planos deles. Na manhã seguinte ele acorda e percebe que teve uma segunda chance. O resto do filme não contarei, pois espero que você tenha curiosidade de assistir. Quando vi o filme, ficou em minha mente o seguinte pensamento: Deus nos dá essa segunda chance todos os dias! Que maravilha!

Acordamos, mal humorados ou não, nos vestimos, vamos ao trabalho, fazemos tantas coisas durante nossos dias e talvez, nem por um instante, pensemos nisso: Eu tenho uma nova chance hoje! É como se isso não fosse uma grande verdade para nós e como se esse tempo novo que Deus nos dá, cheio de misericórdia e grandeza, não significasse nada. Temos a oportunidade de mudar, de crescer, de sermos diferentes. Deveríamos agradecer pela misericórdia dEle (sem ela não sobreviveríamos nesse mundo). Se de nós Ele não tivesse misericórdia, nem respirando eu estaria, nem você lendo, se a compaixão dEle por nós não fosse tão grande, não estaríamos aqui… meus orgãos parariam de funcionar, todos eles, com apenas um minuto longe das misericórdias do Senhor. Isto é misericórdia: ajuda não merecida. Afinal a vida, em si, é uma grande dádiva.

Parece que vivemos como o tal rapaz do filme, em busca de nossos próprios interesses, de nossa satisfação, de luzes, prazer, em busca de nossa própria glória. E esperamos que Deus esteja, o tempo inteiro demonstrando Seu amor por nós. Esperamos, e é exatamente isso que Ele faz, apesar de sermos tão egoístas, Ele continua nos amando com sua infinita bondade, a cada manhã. Pense nisto, Jesus veio, sofreu por amor, morreu por amor, é impossível saber o preço que Ele pagou ali naquela cruz tudo por nos amar. Pequenos, pobres, fracos e pó, feitos filhos de Deus pela morte de Cristo. Digo agora, nessa hora, que o que deveríamos realmente fazer: Retribuir, agradecer e adorar a Jesus, que apesar de sua glória divina, tornou-se homem, igual a nós, por amor. E é esse amor que nos faz respirar a cada momento.

Quanto custou para a misericórdia divina se renovar a cada manhã? Custou o sangue do único que podia nos salvar da morte e do inferno, Jesus Cristo… Entender? Não podemos. Mas podemos fazer algo, agora, seja começo ou fim do dia: Podemos mudar, sermos diferentes, amar mais ao próximo, acreditar que Deus é fiel sempre, aprender que tudo o que acontece é para o bem dos que amam a Ele, deixarmos de ser egoístas, hipócritas, avarentos, maus… Saber que o hoje ainda não terminou, que os problemas do dia podem ser grandes, mas amanhã teremos um novo dia de misericórdia nova, viva e limpa, vinda do Pai das Luzes que não mente. Nenhum problema não é tão grande para um Deus infinito. Podemos pedir a Cristo, que venha encher nosso coração da presença dEle e nos prostrarmos só para agradecer estas 24 horas do dia que temos. Horas de infinita misericórdia.

Precisamos enxergar os nossos dias, todos eles, como uma nova chance, de mudar e amar, antes que chegue o último deles e olhemos para trás sem ver nossos bons feitos semeados na terra. Na realidade, o que desejo, é que possamos olhar para trás, no último de nossos dias e exclamar: – Estou realizado!

 Foto e Texto por Amanda Oliveira





Lar doce lar

13 04 2008


Foto original e comentário inicial por CarlosCajueiro (Artigo por Maxwell Fonseca)

Lar doce lar – Comentário do fotógrafo: “Um dias desses estava querendo trocar minha TV da sala por uma LCD de 42 polegadas, mas depois que entrei nessa casa e vi 8 pessoas dividindo o pequeno espaço para assistir uma TV de 14′, eu pensei: “…meu Deus me perdoe! tá bom demais a minha.” Poxa! Sempre queremos mudar e ter algo novo – melhor. Mudar é bom. Coisa nova é show. Mas será que realmente vai nos trazer verdadeira felicidade?” – Carlos Cajueiro

Este é um excelente ponto de partida para uma reflexão sobre gratidão e satisfação. Nossa atitude é bastante estranha neste sentido. Muitas vezes ignoramos todas as dádivas e benefícios que temos. Olhando apenas para o que não temos e gostaríamos de ter. Curioso como o status sempre acompanha o salário… quando não botamos os pés pelas mãos (e damos passos maiores que nossas pernas) e nos endividamos. Tudo isso é sinal de nossa sede de consumo. Que tem seu lado bom e seu lado ruim, como no comentário de Cajueiro. O ‘querer ter’ nos motiva a trabalhar e alcançar nossos objetivos, bens e riqueza. Até aqui não há mal algum. O problema se configura quando queremos ter o que não temos condições de ter, ou o que pertence a outros, isto materializar-se em cobiça.

Basicamente a cobiça é um sentimento negativo. Remete-nos ao desejo veemente de possuir; a ambição de riquezas; avidez e ganância. Muitas vezes no contexto capitalista que vivemos este nome (cobiça) nem nos soa mal, mas é. Aprenda a desejar – da forma certa. Escolha bem o alvo de seus sonhos. Certifique-se de que o que você quer não pertence aos outros e seria desonesto ou desonroso tomá-lo (seja quais forem os meios)… Seja satisfeito com o que você É, e não pelo que você TEM.

Não abandone suas conquistas depois de algumas semanas (caso clássico de quem tem piscina em casa), continue dando valor ao que você tem. Use as coisas e ame as pessoas (centenas de pessoas parecem insistir em inverter isso – usam pessoas e amam coisas)… Ter dinheiro não é algo essencialmente ruim, é o amor ao dinheiro sim – é uma doença – que provoca todos os males. o amor foi feito para nos ligar a pessoas, e não para nos aprisionar a coisas. 

Não perca de vista o quanto você é felizardo, porque neste momento enquanto falamos pessoas passam necessidade extrema em lugares menos afortunados. Entenda seu papel no mundo. Aí sim você vai se sentir em casa. E poderá dizer “Lar doce lar” independente de quantos mil reais vale sua casa.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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Um estranho no ninho

9 04 2008


Foto Flores de Papel por Débora Coutinho (Artigo: “Um estrano no ninho” por Bianca Barbosa)

UM ESTRANHO NO NINHO - Contarei-lhes inicialmente um conto: ’Mariana cuidava de seu jardim e certa ocasião, olhando de sua janela, percebeu que lhe faltavam flores brancas. Decidiu comprar sementes de lírios brancos naquela tarde, só não sabia da surpresa que lhe esperava.

Chegou em casa, com sua sacola e sequer foi à sala. Pelo jardim ficou até quase noitinha. Preparou a terra e plantou suas sementes, satisfeita. Só depois que entrou para cuidar do jantar e dormir. Mariana  esperou meses e meses para ver suas belas flores brancas dentre as tantas as outras já existentes… A idéia da chegada de suas novas flores embalava seu coração com muita alegria. Duas palavras sempre lhe vinham aos pensamento sempre que pensa nisto: ”Ficará lindo!!!” . Contudo, seu jardim já era o mais apreciado de toda a região e tão belo que sua casa havia se tornado ponto turístico aos românticos e amantes da natureza. 

Depois de alguns meses, estavam lá os tantos lírios crescidos e fazendo mais belo todo canteiro. Uma flor porém destacava-se das outras, sua cor impressionava. Mariana havia comprado sementes de flores brancas, porém havia uma delas que floreceu na cor salmão. Prontamente ela foi até a janela, lugar onde costumava observar suas flores, e viu que aquela plantinha de cor singular fazia toda imensa diferença no jardim. Em vez de significar algo ruim, um inconveniente, não! Sua cor destacava se como a mais notável e ainda assim valorizava as demais por estarem ao seu redor em sua brancura… O Jardim de Mariana manteve-se com sua diversidade de cor, e seu belo lírio singular ainda inspira a muitos.’

Essa estória lembra o famoso conto infantil do patinho feio – diferente, rejeitado e deslocado. Na realidade, não apenas as compatibilidades fazem com que os amigos sejam amigos, com que os namorados casem… Cada um de nós tem suas especificidades e é esse o encanto da vida, ver que somos singulares, diferentes… Uns são gordinhos, outros magrinhos, uns altos ou baixinhos, enfim… Ainda assim amamos e somos amados. Assim como somos, Deus nos ama e recebe… O olhar dele não é tendencioso como o nosso e Ele não faz acepção de pessoas.

Certamente, o maior valor das pessoas não está na superficialidade, mas no que elas carregam no coração. Cultive um coração puro para que, assim como o lírio diferente, você se destaque como algo belo. Em meio às pessoas, sua cor e brilho resplandeça – como a ‘flor de Mariana’. Sua luz faça com que os outros sintam valorizados e também possam resplandecer.

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Artigo:  Bianca Barbosa
Foto: Débora Coutinho
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NOTA: Esta estória vinculada às foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações é mera coincidência. Os personagens da estórias são apenas ilustrativos.





Na roda de fogo

8 04 2008


Foto original por ÍcaroNSilva (artigo “na roda de fogo” - BiancaBarbosa)

Na roda de fogo – Às vezes o futuro nos parece cinzento e incerto. Na roda do fogo da vida a fumaça embaça a visão e cobre nosso rosto e mal conseguimos enxergar um palmo adiante. Nesse momento que se precisa de muita fé. Esta estória a seguir é mais um universo-paralelo dos clicks de nossa metrópole.

Então começa o show! …[suspense]…“Não tente fazer isto em casa!”, grita o artista antes do espetáculo. O público se comove com facas, fogo, e com a assombrosa idéia de que tudo pode dar muito, muito errado. O clima fica mais tenso ao som do rufar de tambores. São quinze segundos de tensão, quinze segundo que valem uma vida.

Salta o boy e como ser alado, voa por aquela roda de fogo, pela milionésima vez, e tudo foi bem. Muitos pensam-alto: “Graças a Deus!” . Outros gritam seu espanto! “UAU!” . Uns tantos homens abismados aplaudem, outras tantas mulheres ainda retomam o fôlego… E assim segue o show da vida.

Enfim, não dá pra imaginar quantas vezes o boy  ensaiou esse pulo, quantas vezes testou seus limites, quantas vezes contou com a sorte, quantas vezes arranhou a perna, quantas vezes o fogo arrancou-lhe uns pelos… tudo pelo prêmio do seu ganha-pão,  suas palmas e o reconhecimento do seu talento.

Determinação e Fé são elementos poderosos nesse contexto. A fé é o segredo da vitória - certeza das coisas que nem conseguimos ver. E a determinação é o segredo de sujeitar nosso próprio ser com uma vontade pontualmente definida. Dominar-se e perseguir nosso alvo que acreditamos (determinação e fé fazem diferença). Sem a marca da determinação somos facilmente levados por qualquer vento ou correnteza, semelhante a um barco à deriva, no mar da vida.

Conta-se um causo assim: Uma criança estava no segundo andar de um prédio. Seu pai ao chegar percebe um incêndio no térreo. A fumaça rapidamente escureceu tudo e o caminho das escadas estava impedido. Da janela a criança gritava: “Papai socorro!”; O pai se pôs embaixo da janela e gritou: “Querido, salte! Eu pego você!”. Ao que respondeu: “Papai, eu não te vejo!” ; Ele insistiu: “Tudo bem! Eu estou vendo você! Pule!”. A criança saltou e foi salva – deu certo. Pois bem! A fé é como um salto nos braços do Pai. Nós não o vemos, mas ele nos vê e insiste em nos orientar. Confiemos nEle.

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Artigo:  Bianca Barbosa, adaptação literária por MaxwellFonseca
Foto: ÍcaroNSilva
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NOTA: Esta estória vinculada às foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações é mera coincidência. Os personagens da estórias são apenas ilustrativos.





Trabalho Duro – 2

5 04 2008


Foto original Trabalho Duro por ícaroNSilva (artigo “alguma coisa boa”por DéaAccioly.

Alguma coisa Boa. – Hoje, acordei pensando em uma história bíblica… Felipe um dos apóstolos, foi chamar um homem chamado Natanael para seguir a Cristo. Ele disse: “Achamos a Jesus de quem falam as profecias, ele é Nazareno…”.
Natanael olha pra Felipe e pergunta: “E de Nazaré pode sair alguma coisa boa?!” (Jo1;45+). Ai quanto preconceito e desmerecimento…

Quando eu li isso comecei a pensar no porquê d’ele ter dito aquilo… Uns dizem que Nazaré era uma cidade tão pequena, tão pequena, que estudiosos acreditavam que ela nem sequer existira. Mas sim, existiu. E alguns anos depois, foi comprovada não apenas sua existência, como seu minúsculo tamanho.

E isso me levou a pensar em como Deus age na vida da gente, sabe? Quem iria imaginar que de uma ínfima cidade iria sair o Filho de Deus? O Rei dos Reis veio de um lugar onde muitas pessoas falavam até que a cidade jamais teria existido. A opinião pública por vezes tem desses deslizes e desacertos…

Agora aproveito e te pergunto: ‘De Nazaré pode sair alguma coisa boa?’… Ou seja: Da situação que você vive hoje pode sair alguma coisa boa? Nunca perca fé, querido leitor, nem desanime pela opinião alheia, porque Deus sempre pode nos surpreender, pode transformar uma cidade ignorada numa das cidades mais conhecidas do mundo, uma pessoa rejeitada pode tornar-se Rei. Pode também restaurar relacionamentos quebrados. Pode fazer o maior milagre de todos: O de mudar um coração…

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Foto: IcaroNSilva
Artigo: DéaAccioly





Espelho

4 04 2008


Foto: Espelho DéboraCoutinho (artigo por Maxwell Fonseca)

Revela-me quem eu sou – Quantas precisamos de um espelho para dizer como estamos? Espelhos têm esse papel de mostrar ‘como estamos’… Mas é pouco, precisamos saber quem SOMOS, e não apenas como estamos.

Quantas vezes você se pergunta: “o que está acontecendo comigo?” “Por que faço o que faço?” “Por que não consigo sair das minhas rotinas?” Simples! Elas se prendem em nossa mente. No fundo, temos receio de mudar… mesmo quando é pra melhor. Somos resistentes à mudanças.

Também achamos difícil mostrar quem realmente somos. Escondemos no ego. Medos, frustrações, traumas, sonhos, desejos…. Isso tudo influencia nosso comportamento e o que se vê por fora, mas dificilmente corresponde ao que se passa por dentro. Dificilmente nos sentimos à vontade para revelar nosso interior. O maior inimigo do “reflexo-perfeito” é nosso medo de conhecer a verdade. Talvez por isso usemos tantas máscaras! Fugimos da verdade!

Quem poderá sondar nosso interior? Temos medo de mostrar quem somos. O medo de si mesmo. Medos da crítica alheia. Medo de não sermos aceitos. Antes de falar sobre si para o outro, é preciso ser sincero – consigo. Reconhecer nossos defeitos e virtudes. Só assim poderemos falar de nossos problemas, procurar ajuda, superar limites. Não são poucas as áreas em que precisamos de ajuda.

Precisamos de referenciais novos de comportamento (que nos façam vencer os paradigmas de nossa mente). Por exemplo, se alguém que tem um incontrolável medo de andar de ônibus… o primeiro passo para superar o medo seria observar que incontáveis pessoas o fazem – sem nenhum dano. Logo, a referência externa é essencial à superação do medo. Quase sempre precisamos desta ajuda externa. Pois, apesar de parecer simples, nem sempre conseguimos vencer nossos problemas sozinhos. A recomposição comportamental, ou reestruturação de nossas rotinas, às vezes só são possíveis quando temos apoio. A presença desse ‘Outro’ é extremamente importante (e lutar também).

O outro torna-se um espelho de nosso comportamento. Que dá sinais de aprovação ou reprovação em simples palavras, gestos, sorrisos ou caretas. Infelizmente temos uma tendência de viver em função disto. Decidimos ou agimos em função dos outros. E raramente isso será positivo… Vale considerar um detalhe: Quem irá revelar ‘quem eu sou’ melhor do que o Criador de todas as coisas? Eis aí um espelho sem deformações, opacidade ou imperfeições… Isso quer dizer que, muitas vezes quando buscamos referências externas (em pessoas falhas como nós) acabamos por considerar ‘normal’ o que é imperfeito. Você já viu centenas de pessoas dizendo que é “normal” fazer algo totalmente errado, ou não? Os exemplos são muitos nesse nosso ‘jeitinho brasileiro’.

Enfim, o melhor e mais eficiente espelho está bem diante de nós, no nosso quarto, nos momentos de deserto e solidão, esse espelho nos espera para dizer quem realmente somos… Não a toa fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Não a toa somos convidados a nos espelhar na perfeição do Pai. Não a toa nossa consciência pesa quando nos enveredamos por caminhos errados…
Pai-Nosso! …me dê força para virar ao Norte, e diante do perfeito-espelho, aceitar quem sou… e transformar-me em algo belo diante de Deus e dos homens.

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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O Céu da Torre

4 04 2008


Foto original por FilipeFradex (artigo “O Ceu da Torre”por Maxwell Fonseca )

O Céu da Torre. -  Entre o céu e a terra essa foto capturou os limites do reino dos homens (o mar de edifícios), e o lindo céu - obra do Criador.  Rios, pontes, edifícios, nuvens e árvores são partes dum só cenário urbano, cujo ponto de vista inicial (da câmera) agora se funde ou “confunde” com o seu… Então te pergunto: Você consegue ver os limites da obra divina e humana nesta foto? É assombrosamente claro!

Afinal, nós mesmos somos parte deste mistério… No ventre de nossa mãe, tecidos e órgãos se formam em plena perfeição. Quem inventou esse tal de DNA realmente sabia o que estava fazendo. Impôs um equilíbrio sistêmico e invisível. Nem mães nem pais, apesar da plena responsabilidade na concepção de uma vida, são capazes de interferir no desenvolvimento do organismo do filho, que miraculosamente se forma no ventre materno. Realmente essas coisas nos deixam reflexivos e, sobretudo gratos, por estarmos vivos.

Se olhamos para a obra dos homens, também nos assombramos, afinal, a algumas gerações atrás esse mar de edifícios nada mais era que mangues. Nós humanos na busca pelo “bem-estar”, povoamos a metrópole com tais condomínios, e neles garantimos nossa morada. Habitação Já! Cada um a seu modo, e na limitação dos seus recursos, buscando proteção. E os mais abastados vislumbram mais, com uma pitada de vaidade, desejam o ‘belo’ o ‘distinto’, a ‘perfeição’. Isso me lembra Descartes!

René Descartes, filósofo francês nascido em 1596, dizia: “Ou a idéia de perfeição foi criada por mim, ou a recebi do mundo exterior, ou me chegou de outro caminho qualquer. Mas a idéia de perfeição não pode ter sido criada por mim; isto porque não sou perfeito, e o imperfeito não pode criar o perfeito. Pela mesma razão, não a recebi do mundo exterior, uma vez que no mundo exterior nada parece haver mais perfeito do que eu mesmo. Logo, a idéia de perfeição só pode ter sido posta em mim por um ser absolutamente perfeito: Deus, para tudo dizer numa palavra” (Descartes, Discurso do Método, Lisboa, Sá da Costa, 1982, p. 29). Lindo mas um pouco vaidoso, eu diria. Penso que no mundo nada há de mais perfeito que o Amor de Jesus. Seus ensinos buscam instruir-nos a uma perfeição singular e nos conduzir à vida eterna. Ele disse: “sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”. Logo, a perfeição de Deus deve ser perseguida enquanto vivemos. Ainda que não efetivamente cheguemos a esta plenitude, o caminho contínuo da busca nos faz pessoas melhores e nos tira do confortável conformismo. Taí uma lição pós-cartesiana que poderíamos chamar de: Discurso do Método Cristão Avançado.

Brincadeiras a parte*, hoje vivemos em nossos Condomínios – ‘guardados’ em nossos apartamentos – presos nas grades que nos separam do mundo afora. E muitas vezes esquecemos de olhar pro céu. Vítimas potenciais do estresse da solidão e da depressão. Nossa proteção imperfeita tem seus efeitos colaterais.

Concluo este artigo com um forte sentimento paradoxal de que, ao tempo que estou olhando pro céu neste momento, do céu alguém olha pra mim. Então sigo com ’olhos no céu e pés no chão’… Pois ao enxergar o perfeito, em nosso coração nos tornamos portadores da perfeição dEle.

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Foto: Filipe Fradex
Artigo: Maxwell Fonseca
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* (‘bricadeiras a parte’  é sem craze mesmo!)





Salmo 119… Mar de Palavras.

3 04 2008

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Foto: Salmo 119 por Paulo Higor (Artigo: “Mar de Palavras” por Maxwell Fonseca)

Mar de Palavras. – Desde que me lembro por gente sempre estive rodeado de palavras por todos os lados. Placas, rótulos, camisas, brinquedos e etc. Um mar de Palavras. Mar que nos conduz , que nos ensina, que nos diverte. Nossas primeiras palavras são um ensaio de “mamãe” ou “papai” que deixam nossos pais babando de felicidade e emoção. Palavras! Elas tem este poder de mexer com a gente.

Enquanto crianças somos mergulhados, sem muita escolha, nesse mundo das palavras, até que as titias do jardim da infância conseguem nos alfabetizar. Nesta altura ganhamos na leitura bons e divertidos momentos… Quem não lembra dos Gibís? (Mônica, Disney, super-heróis e o mundo fabuloso dos quadrinhos…) Lembro que eu amava ler a histórias do Chico-Bento – realmente tinha grande prazer quando davam-me uma daquelas revistinha da Turma da Mônica(Almanaque Abril). Eu prontamente correria as folhas direto àquele ilustre personagem regional. Acho que sempre gostei desse negócio de cultura do interior mesmo. Enfim! As palavras dele me divertiam e eu tinha prazer em me declinar nas revistinhas.

Você também lembra dos seus gibis? Lembra de como era pura diversão? Sim. O mundo das palavras que nos cativou toda infância. Logo crescemos e a correnteza do mar das palavras nos leva aos livros didáticos. Somos então ‘obrigados’ a colar com livros pesados de matemática, história e português… Arff! Só esquentando a cabeça, decorando fórmulas, tabuada, aprendendo eventos históricos, regras, palavras novas… palavras difíceis. Ai ai! Essas palavras que nos conduzem à vida de adulto, à profissão! Contudo não vemos tanto prazer nesse estudo senão enfado… Desculpe-me se eu estiver errado, afinal muita gente AMA estudar, é pra esses que amam os 10 um talento nato. Mas nem todo mundo é assim. OU melhor, a maioria não é assim. Como eu: – Estuda pra ser gente! (e eu que pensava que já fosse…). Brincadeiras à parte, estudar é imprescindível. Mas, a bem da verdade, algo parece nos roubar esse prazer na relação com as palavras. O prazer dos gibis…

Aqui entra o Salmo 119. Um mar de palavras. O maior capítulo das sagradas escrituras. Quantos de nós já o leram? Só de ouvir falar que é maior capítulo bíblico algumas pessoas já ganharam uma aversão automática e grátis (risos). Somos tão diferentes de nosso passado com os gibis… Se ao menos você pudesse se declinar sobre este texto com o prazer de quem lia seu gibi favorito – só pela curiosidade de conhecer o fim da história - certamente algo mudaria no seu interior. A resultante deste novo relacionamento com Deus seria maravilhosa. Afinal as escrituras são muito mais que uma forma de conhecer “o fim da história” como é o gibi. Mas uma supreendente viagem de reconstrução de nossa história, segundo o poder divino de tocar a humanidade, através ou apesar de nós…

Artigo:  Maxwell Fonsecaimg_0002.jpg & Bianca Barbosabianc_.jpg
Fotos: Paulo Higor
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continuação do artigo: AVENTURA DE UMA BOA LEITURA

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Letícia… quero ser como criança!

3 04 2008


Foto: Letícia Wiedemann Veiga por Carlos Cajueiro 
(artigo: quero ser como criança! por Bianca Barbora)

“Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não haveis de entrar no reino dos céus” – Mt 18:3

Quero ser como criança! - Eis uma foto poeticamente tirada: Letícia e seus belíssimos olhos e simplicidade de criança… Nesse exato momento registrado, parece-nos não restar desejo algum que não seja o de viver aquele instante, contemplar o céu, respirar o ar puro e sentir a brisa acalentar seus sonhos.

Poderíamos ser assim, nós tambem, e marcar o mundo com pureza de criança. Que Deus nos inspire a cotidianamente a ser assim. É bem verdade que muitos de nós já crescemos diante do ‘universo-metropolitano’. Sob olhares críticos que tudo distorcem e em tudo vêem defeitos. Findamos por ficar magoados e esquecemos como é bom ter a ‘memória emocional de criança’ que fica chateada com algo e cinco minutos passados volta feliz e sorridente.

Todo mundo carrega dentro de si uma criança, mas ’aprendemos’(ou somos forçados) a reprimí-la para ser simplesmente adulto, porque achamos que crescemos e “temos” que ser sérios. Mas de que seriedade estamos falando??? Ser feliz e expontâneo não é deixar de viver com seriedade, e sim viver com a leveza de uma criança apesar das obrigações de adulto. Fica muito mais doce e belo viver ou ser assim.

Fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações. E acredite na pureza do ser humano, na inocência de criança que está escondida, a criança que reserva o melhor de cada um de nós.

Por vezes fico impressionada com a pureza infantil, e é essa candura da criança em nós é capaz de fazer com que vivamos o amor que nasce da emoção renovada e que encanta nosso coração. Temos que ser como elas, simples e inocentes (sem culpa), amando o SENHOR pelo que ELE é e não pelo que ELE pode nos dar, sem ser egoístas e egocêntricos.

Estamos em tempo de encher o coração de gratidão, pois gratidão gera confiança… Essa mesma confiança que e as crianças têm!!! Assim seremos ainda mais íntimos do PAI, que nos acolhe com seus braços de AMOR.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Bianca Barbosa
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Trabalho duro

2 04 2008


Trabalho Duro por ÍcaroNSilva (artigo: “… é o segredo do sucesso?” por Bianca Barbosa)

Trabalho duro é o segredo do sucesso? – Desde os primórdios, o homem diáriamente aspira as estrelas, uma referência celestial. Aspira ser estrela e fazer parte dalguma constelação. O homem é capaz de fazer coisas inimagináveis por isto… Temos uma capacidade incrível de impor-nos desafios, de superar limites e de transpor fronteiras. Como na foto, alguem que decidiu remar no mar da vida. Remar para ter seu sustento.

Uns sentem-se como estrelas… destinados à realização de todos os seus desejos. Cobiçam mais dinheiro, poder, beleza, sexo, prestígio, sempre mais. Ofuscados por este brilho do topo, são atraídos - e quanto mais brilham, mais sentem-se atraídos (ofuscados). Esse parece ser o “encanto das estrelas”, semelhante ao canto de sereia para o marinheiro desse mar (consumido pelo consumismo).

A maioria fica no meio caminho (ou em mero ensaio). Parecem indignos por serem pobres e por esse motivo  a grande maioria das pessoas ignora-os. Pois têm uma vida “humilde”, difícil, sofrida, de trabalho duro, com recursos contados e a cruel escassez espreitando, todo tempo, à porta entreaberta. Cada cidadão da sociedade capitalista busca driblar o risco da miséria própria.

Há uma expressão popular que afirma que “quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro”. Não faltam, por outro lado, os que trabalham duro e pesado, cumprindo ao pé da letra o ordenamento bíblico de “ganhar o pão com o suor do seu rosto”. Mas não ganham tanto dinheiro enquanto uns que mal trabalham ganham rios de dinheiro. Acumulam milhões de dinheiro ilícito (valendo-se da inorância do povo). Como pode??? A expressão acima parece insinuar a existência de atalhos para o ouro, inacessíveis para a maioria. A moral da estória da cigarra e da formiga parece ter sido corroída pelos tempos modernos, pois a busca desenfreada pelo sucesso, dinheiro e status com o mínimo esforço, passou a fazer parte do “sonho” de realização e felicidade de todos (ou quase todos)… estes ignoram a existência de algo mais que bens materiais para a vida ser completa. Vendem a alma e esquecem a justiça divina.

Na literatura há várias belas passagens (e por vezes dramáticas) focando a condição humana - sucesso e miséria: o trabalho auto-centrado e duro versus a fé disposição de fazer aquilo que agrada a Deus. Este estado de graça, com leveza de ser, trabalho duro, preocupado com o coletivo e prazer de fazer bem feito, é uma dádiva de poucos… Precisamos fazer uma análise geral e pessoal do nosso trabalho. Pois só quando conhecemos nossas virtudes e defeitos podemos extrair o melhor de nós mesmos.

Relacionar-se com o Criador é uma lição que Caim não entendeu (vide Gn 4.1-16). Espero faça “sua parte”. Mas antes analise se os resultados serão aceitáveis. Pois é profundamente decepcionante trabalhar em prol de resultados desagradáveis os olhos do Criador… mesmo que você tenha dedicado todo seu trabalho. Sem amor de nada vale! Certamente neste verbo (amar) sim, está “escondido” o segredo do sucesso. Um ”segredo” revelado por Deus em tantas passagens nas escrituras. Ame mais! =)

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Foto: ÍcaroNSilva
Artigo Original por Bianca Barbosa (“… é o segredo do sucesso?”)
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