Seja você mesmo!

24 08 2008


Foto Fifo no Flickr por ÍcaroNSilva. (artigo por MaxwellFonseca)

Seja você mesmo! – A vida é mesmo um milagre que se renova a cada dia! Estamos girando no espaço neste incrível planeta repleto de paisagens maravilhosas –  sol, lua e estrelas, nuvens e mares… Este é o grande cenário de nossa existência. Uma infinidade de luz e cor a cada canto e mal percebemos nossa tendência à insatisfação com nossa própria imagem. Parece que mesmo sendo cercados por tudo que há de belo ainda nos achamos feios…

Mas será que somos assim tâo imperfeitos? Na maioria das vezes somos nós mesmos os críticos e carascos de nossa infelicidade. Mulheres personificam claramente esse conflito de imagem! Cuidam-se por horas e vestem-se de toda graça e quando perguntam aos seus companheiros como estão, espantam-se de ouvir: “Você está linda!”. Rapidamente passam diante de um espelho para se encontrar com sua crítica mortal e reiniciam o processo junto aos seus guarda-roupas e penteadeiras limitados por natureza. O universo masculino parece menos vunerável a esta auto-crítica, desde que você não fale de carreira e financas… A imagem e estima do homem, na maioria das vezes, tem muito mais a ver com seu status que com seu espelho.

Tudo não passa de uma paranóia de aceitação. Somos regidos pelo medo de não sermos aceitos pelos outros, medo de que o outro não nos ache tão bons. Regidos pelas massas, ou pela moda… Fadados à escravidão paranóica que conduz os maiores apelos ou exageros estéticos. Não nos aceitamos – este sim é o grande problema! Se o cabelo é curto, lamentamos não tê-lo cumprido. Se sou baixinho, lamento não ser alto. E uma bola de neve de insatisfação que acaba afetando nossa atitude, comportamento e até mesmo as nossas relações. Por mais incrível que isto possa parecer. Existem pessoas que nos amam mesmo sendo assim (entre aspas) “imperfeitos”! Não ignore isto (ou estes que te amam). Talvez você não venha a ser uma estrela Global, mas serás indispensável aos que te amam. Seja lindo (de dentro para fora). Melhore sempre (de dentro pra fora). Porque quando estamos no jogo de ilusão de imagem, restará sempre a sombra da amargura de frustração auto-crítica.

Evite o stress-estético da sociedade atual! Faça calar todas estas vozes do eu-crítico pessoal e social. Então você vai poder ouvir seu próprio coração pulsar dentro de si. Tum-tum… mais um milagre! A dádiva da vida que tantas vezes ignoramos! Experimente a alegria de simplesmente ser você (com ou sem maqueagem, com ou sem um trage de gala). Ame-se isso faz toda diferença! Seja você… Este é o melhor ponto de partida para ser algo melhor no futuro e vencer seus defeitos. Seja você mesmo! Não ignore o milagre de sua existência. Seja feliz! Pois seu sorriso pode fazer muitos outros sorrisos brilharem diante das dificuldades da vida. Ninguém pode fazer isto por você.

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Foto: ÍcaroNSilva
Artigo:MaxwellFonseca
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O lixo no lixo

21 05 2008


Foto original por DéboraCoutinho (artigo por Maxwell Fonseca)

O lixo no lixo – Quando vi esta foto, comecei a refletir sobre o quanto há de lixo para ser retirado de nossa vida. Seja dentro ou fora de nós, sempre há sinais de lixo para ser jogado na lixeira. Por isto, é importante reavaliar as coisas, se são importantes, inúteis ou prejudiciais à vida. São tais critérios que nos levam a separar o que é tesouro e o que lixo na vida. Refletir sobre o valor ou risco das coisas nos faz afinar tais critérios e melhorar nossa metodologia. Assim teremos sempre menos lixo ao nosso redor, no coração, na mente ou até no profundo do nosso espírito.

É complicado falar de lixo, se vivemos numa sociedade que aprova (ou convive com) a cultura do lixo. Não vou citar muitos exemplos aqui para não soar como boicote comercial a certos ditos artistas e ícones populares. Mas você, leitor, sabe bem disso. O Brasil parece um porto seguro para modismos irracionais e celebridades toscas. Lixo… puro lixo! Festa no Ap, Dança da Garrafa, Êxegerê-rá-rê-e sei lá mais o que. Benza Deus! Estamos entre o jardim da infância e o prostíbilo! Entre o sex-appeal e o show da xuxa. Quando não é isso, Idolos “lindos” tiram o fôlego da mulherada ou da macharia – pouco importa se o produto final do show é arte. Afinal, suas formas atraentes e movimentos estonteates já justificam sua popularidade. (ou não!)

Enfim, qual o reflexo deste contexto no nosso interior? Se não conseguimos ter critérios contra a cultura do lixo, tampouco conseguimos reavaliar o que presta e não presta em nossos pensamentos, hábitos e atos… Afinal esta é uma análise um tanto subjetiva (cada um julga de um jeito…) certo e errado já não mais existe neste relativismo, certo? Errado! Nem tudo é assim tão relativo. Posso afirmar que é essencial avaliar principalmente o nosso interior. Ele reflete claramente nossos valores e caráter, e fica latente na consequência de nossos atos. Mesmo que ninguém veja nosso lixo, ou julgue, conheça, nós sabemos e isso incomoda a consciência (quando somos francos). Cabe a nós esta avaliação e reconhecermos o que precisa mudar, e o que precisa ser jogado no lixo. Senão estaremos repetindo as mesmas rotinas e caíndo nos mesmos problemas do passado.

Cabe a cada um de nós cuidar do nosso interior. Ele diz mais respeito a nós mesmos que os elementos no exterior ou no outro.  Se não somos capazes de mudar nosso interior, tampouco seremos capazes de influenciar positivamente o mundo que nos cerca. Evidentemente. Lembro que Cristo andou no meio do povo, prostitutas, corruptos, hipócritas… e manteve-se íntegro. Ele não carregava o lixo do ambiente, mas transformava o ambiente onde chegava – combatendo o lixo. Seus conselhos suas palavras e principalmente a sua atitude são um grande referencial contra a cultura do lixo. Siga o exemplo dele e combata o lixo dentro e fora de você, e tome uma atitude e procure a lixeira mais próxima de você. 

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Reforma Interior

14 04 2008


Foto: Reforma por DéboraCoutinho (artigo por MaxwellFonseca)

Reforma Interior - Podemos pensar em Reforma Interior como um conjunto de mudanças efetuadas em nós mesmos com o fim de tornar nosso coração e mente mais fieis aos princípios que valorizamos. Leo Tolstoy (escritor russo) um vez disse: ”Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Seu comentário encontra sustentação na inércia do conformismo ou na dificuldade que temos de lidar com nossa psiquê. Afinal, muitas são as pessoas adeptas ao dito ”…pau que nasce torto, nunca de endireita”. Mas se isto fosse plena verdade, não haveria sentido na educação acadêmica, em exercitar o corpo, na psicanálise, no código penal, só pra citar alguns exemplos. O fato é que as pessoas mudam quando é preciso ou imperativo! Logo, pensar em mudança interior não nos deveria ser lá um ‘bicho de sete cabeça’.

A reforma, como ato ou efeito de mudar (para melhor) é um estilo-de-vida de quem não quer ser influenciado pela mediocridade. Tanta gente nunca amadurece… Estes vão direto de verde a podre pensando que o mundo gira em torno do próprio ego. Ignoram os paradigmas que regem seus pensamentos. Puro engano. Adeptos de Raul Seixa, por exemplo, se dizem em constante mudança – auto-denominados “metamorfose ambulante”. Nada mais amorfo ou deformado pode surgir de alguém que muda sem ter em vista um objetivo claro (para melhor, diga-se de passagem).

Serei óbvio pra uns mas contundente pra outros. Então, lá-vai-bomba:
1) “O_que_sou e o_que_tenho são coisas extremamente diferentes!”
2) “Ser feliz é essencialmente possível, ter tudo que se deseja não…”
3) “Há várias formas de se ver um mesmo fato, a opinião alheia é apenas UM porto de vista.”
4) “Perder e ganhar podem apresentar efeitos colaterais em ordem inversa”
5) “As grandes tempestades não duram muito, grandes felicidades tambem não serão eternas”
6) “É preciso ser forte para se vencer o que nos controla, seja vícios ou medos…”
7) “Quando alguém reconhece um erro já deu meio passo para superá-lo.”
…quantos outros pontos poderíamos adicionar no contexto de reforma interior? Centenas!

Se compararmos à reforma estrutural que demanda material e ferramentas (cerâmica, argamassa, cimento e tinta e etc…), a reforma interior precisa de elementos de referência também (só que intangível – claro!). Prumo, régua, esquadro… Referências intangíveis que vão nortear a reforma. Ouso citar: bases de ética, caráter, bondade, e especialmente amor. Sem isto, algumas mudanças (no olhometro e achometro) podem virar um desastre.

Elementos à postos. Vualá!!! Minha reforma vai comecar… Já sei o que há de obsoleto no meu interior? Escolhi criteriosamente o que deve ficar e o que deve sair? Minha obra pode começar agora – a qualquer momento. O velho-ego precisa dar lugar a um novo-eu – mais belo. Afinal, a reorganização das idéias nos traz paz e equilíbrio que se reflete nos novos atos. Mude e o mundo terá mudado a partir de você!

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Aonde vou hoje com a câmera?

12 04 2008


Foto original por CarlosCajueiro (artigo por MaxwellFonseca – homenagem a meus amigos flickr’s)

Aonde vou hoje com a câmera? – Um click é uma oportunidade de capturar o belo universo que o circunda. Em cada foto, o mundo pára pra câmera! Aquele momento eternizado também segue registrado na mente de quem registrou, que pode levá-lo para que outros vejam o mundo como ele vê. Este artigo ilustra esta relação entre a câmera e nossa visão do mundo.

O fotógrafo diz: Eu e a câmera somos mais que parceiros - ela é a extensão do meu olhar. E na memória dela vão também minhas memórias. Nas fotos registradas uma herança para a posteridade. Um mudo-grito: “Assim eu vi!”; “Ele estava deste jeito!”; “Ela pasou alí e sorriu…”; “Olha que paisagem!”; “Eu vivi isso”… E nesse grito fica evidente minha paixão pelos click’s. Sim! Eles são uma extensão de minha história! Independente da valorização artística de seu conteúdo, ou dos recursos da câmera, da técnica usada… Estes são meus erros e acertos (pra bem do resultado, melhor que sejam muitos acertos, muitos mesmo!).

A vida e seus registros são fruto do agora! Um agora que tende à eternidade… quando no momento do agora decido: Aonde vou com a câmera? A que lugar irei ver e mostrar?  Estas perguntas refletem no meu movimento, na minha liberdade de ir e vir, e tudo que posso registrar da minha história (história que se encontra com a dos outros também, ou seja, nossa história).

Quando meu tempo declina-se a um trabalho profissional, ainda assim ainda sou agente livre para registrar momentos marcantes e cenas especiais. Seja numa criança na calçada; no making-off de um book pessoal; ou dezenas de cenas inusitadas duma viagem. Eu e minha câmera simplesmente SOMOS e VAMOS do eixo 360 graus - norte e sul, ao eixo 360 graus - céu e chão! Nesses mais de cem mil pontos de vistas, ainda posso passar por qualquer lugar na face da terra, água ou ar… Eis o número incontável de possibilidades que tenho. Eis o que faz de meu registro tão importante. Eles sempre são únicos, na linha do tempo. Únicos e preciosos, porque são minha história partilhada com o mundo.

Sempre que volto pra casa, com estes tantos clicks do dia que tive, penso que esse tempo que passou, passou. As boas lembranças carrego no coração, os erros procurarei evitar… acho que isto é o que chamam de maturidade, não é? Só sei que tudo encarei com muito bom humor e satisfação. Percebo ainda que inevitavelmente estou evoluindo. Pois, desde o aspecto técnico ao pessoal, me dedico a melhorar meus registros. Então se eles são também minha história, logo meu esforço é uma clara iniciativa de melhorar o minha essência.

Vamos para algum lugar, câmera amiga! Hoje e amanhã também! Estou vivo! Vamos ver o tempo e pessoas passarem diante de nós. Vamos ver gente ir, voltar, cantar e sorrir… Quero registrar o mundo mais lindo. Quero minha história mais bela. Vamos andar e simplesmente amar a vida. Graças a Deus tenho o privilégio (ou a missão) de partilhar com todos a minha perspectiva.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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  • NOTA_1: A estória vinculada à foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações não é intencional. Os personagens refletidos nesta obra literária é apenas ilustrativo, não estão vinculados diretamente a opinião de pessoas nas fotos.




Um pouquinho de ação

12 04 2008


Foto1 por CarlosCajueiro Honda Mobil Motocross/PE (artigo por MaxwellFonseca).

Um pouquinho de ação e adrenalina no sangue num faz mal… Isso mesmo! Adrenalina na veia! uma tempestade de reações orgânicas deságuam entre a tensão e a emoção. E assim vai: Velocidade na máquina, vento na cara, coração acelerado, manobras radicais, isso nos leva literalmente a “tirar os pés do chão”, como na foto. 

O mundo gira e agente corre! Nada melhor que um pouco de ação pra desopilar as idéias. Desencanar das nóias. Largar o Estresse… Deixamos a poeria pra trás e seguimos a vida.  O que passou, passou. No momento das manobras radicais, o relógio parece que pára. Nada mais ocupa nossos pensamentos, e só naquele quase místico momento, somos atemporais.  Eu e meu coração, você e o seu!

Concluo este artigo convidando você a voar! Isso mesmo, faça do impossível seu projeto - ouse ser inovador! Fazer coisas boas. Eleve-se!!! Sonhe alto e tente alcançar o céu - Você vai perceber que o intangível também quer tocar você.

“Então, eu disse:
Quem me dera ter asas como de aves! Voaria e acharia pouso.
  – Salmo 55:6

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Foto1: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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Foto2 “Fly” - Honda Mobil Motocross/PE

Foto2: ÍcaroNSilva
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Espelho

4 04 2008


Foto: Espelho DéboraCoutinho (artigo por Maxwell Fonseca)

Revela-me quem eu sou – Quantas precisamos de um espelho para dizer como estamos? Espelhos têm esse papel de mostrar ‘como estamos’… Mas é pouco, precisamos saber quem SOMOS, e não apenas como estamos.

Quantas vezes você se pergunta: “o que está acontecendo comigo?” “Por que faço o que faço?” “Por que não consigo sair das minhas rotinas?” Simples! Elas se prendem em nossa mente. No fundo, temos receio de mudar… mesmo quando é pra melhor. Somos resistentes à mudanças.

Também achamos difícil mostrar quem realmente somos. Escondemos no ego. Medos, frustrações, traumas, sonhos, desejos…. Isso tudo influencia nosso comportamento e o que se vê por fora, mas dificilmente corresponde ao que se passa por dentro. Dificilmente nos sentimos à vontade para revelar nosso interior. O maior inimigo do “reflexo-perfeito” é nosso medo de conhecer a verdade. Talvez por isso usemos tantas máscaras! Fugimos da verdade!

Quem poderá sondar nosso interior? Temos medo de mostrar quem somos. O medo de si mesmo. Medos da crítica alheia. Medo de não sermos aceitos. Antes de falar sobre si para o outro, é preciso ser sincero – consigo. Reconhecer nossos defeitos e virtudes. Só assim poderemos falar de nossos problemas, procurar ajuda, superar limites. Não são poucas as áreas em que precisamos de ajuda.

Precisamos de referenciais novos de comportamento (que nos façam vencer os paradigmas de nossa mente). Por exemplo, se alguém que tem um incontrolável medo de andar de ônibus… o primeiro passo para superar o medo seria observar que incontáveis pessoas o fazem – sem nenhum dano. Logo, a referência externa é essencial à superação do medo. Quase sempre precisamos desta ajuda externa. Pois, apesar de parecer simples, nem sempre conseguimos vencer nossos problemas sozinhos. A recomposição comportamental, ou reestruturação de nossas rotinas, às vezes só são possíveis quando temos apoio. A presença desse ‘Outro’ é extremamente importante (e lutar também).

O outro torna-se um espelho de nosso comportamento. Que dá sinais de aprovação ou reprovação em simples palavras, gestos, sorrisos ou caretas. Infelizmente temos uma tendência de viver em função disto. Decidimos ou agimos em função dos outros. E raramente isso será positivo… Vale considerar um detalhe: Quem irá revelar ‘quem eu sou’ melhor do que o Criador de todas as coisas? Eis aí um espelho sem deformações, opacidade ou imperfeições… Isso quer dizer que, muitas vezes quando buscamos referências externas (em pessoas falhas como nós) acabamos por considerar ‘normal’ o que é imperfeito. Você já viu centenas de pessoas dizendo que é “normal” fazer algo totalmente errado, ou não? Os exemplos são muitos nesse nosso ‘jeitinho brasileiro’.

Enfim, o melhor e mais eficiente espelho está bem diante de nós, no nosso quarto, nos momentos de deserto e solidão, esse espelho nos espera para dizer quem realmente somos… Não a toa fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Não a toa somos convidados a nos espelhar na perfeição do Pai. Não a toa nossa consciência pesa quando nos enveredamos por caminhos errados…
Pai-Nosso! …me dê força para virar ao Norte, e diante do perfeito-espelho, aceitar quem sou… e transformar-me em algo belo diante de Deus e dos homens.

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Foto: Débora Coutinho
Artigo: Maxwell Fonseca
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Maracatu Cultural

3 04 2008


Foto: Maracatu Rural por ÍcaroNSilva (artigo: “Não me compare: Sou Incomum” por Bianca Barbosa)

Não me compare: SOU INCOMUM – Atualmente percebemos várias tribos urbanas, com identidade própria, dentro do contexto social democrático, pequenos grupos em busca de firmar-se no universo social, busca do reconhecimento cultural.

O fato de muitas pessoas se unirem a grupos para lutar por sua própria identidade cultural parece paradoxal: Por um lado, há a genuína reivindicação seu reconhecimento do seu individualismo, Mas no modelo democrático só se sustentam demandas apresentadas em coletivo (ainda que minoritário, mas que seja representativo). Essa busca subjetiva e pessoal daqueles que se reconhecem neste ou naquele particularismo resulta no engajamento coletivo e em reivindicações identitárias… Mas, ao mesmo tempo este mesmo enfoque politico impõe a necessidade de representação coletiva, estereótipos do eu-coletivo inferem na singularidade de cada individuo. Estereótipos nos rotulam por seguimentos, padronizam, planificam. Como nas lanchonetes que se pede pelo número – “Promoção número 1 com coca-cola”…

Enfim, a palavra “multiculturalismo” não se refere só ao fato de que as sociedades são compostas de grupos culturalmente distintos, mas também fala a respeito da política vigente que tem como objetivo fazer com que esses grupos coexistam pacificamente entre etinias e culturas diferentes.

A mistura das culturas mostra que é impossível considerar a cultura como algo invariável – estático. Rotulá-la com selo de autenticidade perene é imusão. Até pelo fato de que cada um de nós tem seu caráter constituído de experiências, sensações e emoções particulares e únicas. Logo a cultura (apesar de todo tradicionalismo) tende a mudar. Evoluir.

Na verdade esse movimento de multiculturalismo se torna mais forte, porque ninguém é igual a ninguém, foi assim que Deus nos fez, diferentes uns dos outros e ÚNICOS, porém, à sua imagem e semelhança… Pensando nisso as pessoas deveriam resistir à homogeneidade cultural, principalmente quando esta uniformidade nos impõe estilos consumista. Como no caso do imperialismo cultural, que reduz outras culturas a particularismos à dependência de uma única fonte (exemplo: Brasil e EUA).

Não devemos, contudo, olhar o multiculturalismo como algo negativo, por que é ele que traz o respeito às diferenças, e também obriga a sociedade a redefinir o conceito de comunidade… principalmente a alargando-o na tentativa de incluir um conjunto de diferenças comportamentais. Ou seja, não importa a “tribo” que pertençamos, seja das patricinhas, os emos, os puks, os nerds, pagodeiros, intelectuais, enfim… Deus nos fez únicos e Ele nos ama e nos quer receber de braços abertos. Ele te reconhece de qualquer lugar da cidade e mesmo que você esteja em meio a mil pessoas, fala: “Olhem, vocês estão vendo este? Foi criado para ser digno – e amar”.

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Foto: ÍcaroNSilva
Artigo: Bianca Barbosa
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Salmo 119… Mar de Palavras.

3 04 2008

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Foto: Salmo 119 por Paulo Higor (Artigo: “Mar de Palavras” por Maxwell Fonseca)

Mar de Palavras. – Desde que me lembro por gente sempre estive rodeado de palavras por todos os lados. Placas, rótulos, camisas, brinquedos e etc. Um mar de Palavras. Mar que nos conduz , que nos ensina, que nos diverte. Nossas primeiras palavras são um ensaio de “mamãe” ou “papai” que deixam nossos pais babando de felicidade e emoção. Palavras! Elas tem este poder de mexer com a gente.

Enquanto crianças somos mergulhados, sem muita escolha, nesse mundo das palavras, até que as titias do jardim da infância conseguem nos alfabetizar. Nesta altura ganhamos na leitura bons e divertidos momentos… Quem não lembra dos Gibís? (Mônica, Disney, super-heróis e o mundo fabuloso dos quadrinhos…) Lembro que eu amava ler a histórias do Chico-Bento – realmente tinha grande prazer quando davam-me uma daquelas revistinha da Turma da Mônica(Almanaque Abril). Eu prontamente correria as folhas direto àquele ilustre personagem regional. Acho que sempre gostei desse negócio de cultura do interior mesmo. Enfim! As palavras dele me divertiam e eu tinha prazer em me declinar nas revistinhas.

Você também lembra dos seus gibis? Lembra de como era pura diversão? Sim. O mundo das palavras que nos cativou toda infância. Logo crescemos e a correnteza do mar das palavras nos leva aos livros didáticos. Somos então ‘obrigados’ a colar com livros pesados de matemática, história e português… Arff! Só esquentando a cabeça, decorando fórmulas, tabuada, aprendendo eventos históricos, regras, palavras novas… palavras difíceis. Ai ai! Essas palavras que nos conduzem à vida de adulto, à profissão! Contudo não vemos tanto prazer nesse estudo senão enfado… Desculpe-me se eu estiver errado, afinal muita gente AMA estudar, é pra esses que amam os 10 um talento nato. Mas nem todo mundo é assim. OU melhor, a maioria não é assim. Como eu: – Estuda pra ser gente! (e eu que pensava que já fosse…). Brincadeiras à parte, estudar é imprescindível. Mas, a bem da verdade, algo parece nos roubar esse prazer na relação com as palavras. O prazer dos gibis…

Aqui entra o Salmo 119. Um mar de palavras. O maior capítulo das sagradas escrituras. Quantos de nós já o leram? Só de ouvir falar que é maior capítulo bíblico algumas pessoas já ganharam uma aversão automática e grátis (risos). Somos tão diferentes de nosso passado com os gibis… Se ao menos você pudesse se declinar sobre este texto com o prazer de quem lia seu gibi favorito – só pela curiosidade de conhecer o fim da história - certamente algo mudaria no seu interior. A resultante deste novo relacionamento com Deus seria maravilhosa. Afinal as escrituras são muito mais que uma forma de conhecer “o fim da história” como é o gibi. Mas uma supreendente viagem de reconstrução de nossa história, segundo o poder divino de tocar a humanidade, através ou apesar de nós…

Artigo:  Maxwell Fonsecaimg_0002.jpg & Bianca Barbosabianc_.jpg
Fotos: Paulo Higor
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continuação do artigo: AVENTURA DE UMA BOA LEITURA

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Letícia… quero ser como criança!

3 04 2008


Foto: Letícia Wiedemann Veiga por Carlos Cajueiro 
(artigo: quero ser como criança! por Bianca Barbora)

“Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não haveis de entrar no reino dos céus” – Mt 18:3

Quero ser como criança! - Eis uma foto poeticamente tirada: Letícia e seus belíssimos olhos e simplicidade de criança… Nesse exato momento registrado, parece-nos não restar desejo algum que não seja o de viver aquele instante, contemplar o céu, respirar o ar puro e sentir a brisa acalentar seus sonhos.

Poderíamos ser assim, nós tambem, e marcar o mundo com pureza de criança. Que Deus nos inspire a cotidianamente a ser assim. É bem verdade que muitos de nós já crescemos diante do ‘universo-metropolitano’. Sob olhares críticos que tudo distorcem e em tudo vêem defeitos. Findamos por ficar magoados e esquecemos como é bom ter a ‘memória emocional de criança’ que fica chateada com algo e cinco minutos passados volta feliz e sorridente.

Todo mundo carrega dentro de si uma criança, mas ’aprendemos’(ou somos forçados) a reprimí-la para ser simplesmente adulto, porque achamos que crescemos e “temos” que ser sérios. Mas de que seriedade estamos falando??? Ser feliz e expontâneo não é deixar de viver com seriedade, e sim viver com a leveza de uma criança apesar das obrigações de adulto. Fica muito mais doce e belo viver ou ser assim.

Fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações. E acredite na pureza do ser humano, na inocência de criança que está escondida, a criança que reserva o melhor de cada um de nós.

Por vezes fico impressionada com a pureza infantil, e é essa candura da criança em nós é capaz de fazer com que vivamos o amor que nasce da emoção renovada e que encanta nosso coração. Temos que ser como elas, simples e inocentes (sem culpa), amando o SENHOR pelo que ELE é e não pelo que ELE pode nos dar, sem ser egoístas e egocêntricos.

Estamos em tempo de encher o coração de gratidão, pois gratidão gera confiança… Essa mesma confiança que e as crianças têm!!! Assim seremos ainda mais íntimos do PAI, que nos acolhe com seus braços de AMOR.

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Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Bianca Barbosa
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Saudações do dono da toca

2 04 2008


Saudações do dono da toca por Julio Cezar  (artigo: “Saia da toca!!!” por Maxwell Fonseca)

Saia da Toca! – Meigo carangueijinho… pequeno o bastante pra ser rotulado insignificante… ainda assim sai à porta e levanta a pata pra mostrar quem é o Dono da Toca. Isso não é incrível??? 

O pequeno se faz guerreiro. Suas patas lembram arma e escudo. Seu semblante de poucos amigos, nos dá a impressão de feroz. Olhos alerta e pronto pro combate. Postura de gladiador.

Pois é! Os moradores de Manguetown dão mais essa grande lição para nós! Projeta sua identidade, guarde seu espaço, não deixe nada de mal entrar por sua porta… Eis a lição de ter um posicionamento. Na infantaria (do exército) se fala em “guardar sua linha”. Ou seja, manter limites para que seus inimigos não invadam seu perímetro.

Sempre falo em meio a essa cidade cheia de contraste social: “Deus nos guarda, mas nem por isso que ficamos dando vacilo no meio da rua, né?“. Ter fé é uma coisa… tentar a sorte é outra. Ou seria melhor dizer: Tentar a Deus não é uma opção válida.

Manter uma posição é algo que demanda grande esforço, atenção e comprometimento. E mesmo quando situações adversas nos sobrevêm, precisamos nos mostrar fortes. Não podemos nos mostrar fracos (sobretudo no dia mal)… se nos mostramos fracos no dia mal, nossa força desce pelo ralo.

Muita gente que vive resmungando e reclamando, em vez de botar a mão no arado. Que é que é isso, gente? Basta olhar pra foto do ”dono da toca” pra se sentir fortalecido. Motive-se com o carangueijinho.

Deus te dê força nesse braço, e proteja sua toca!

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Artigo: Maxwell Fonseca
Foto: Júlio César