Aonde vou hoje com a câmera?

12 04 2008


Foto original por CarlosCajueiro (artigo por MaxwellFonseca – homenagem a meus amigos flickr’s)

Aonde vou hoje com a câmera? – Um click é uma oportunidade de capturar o belo universo que o circunda. Em cada foto, o mundo pára pra câmera! Aquele momento eternizado também segue registrado na mente de quem registrou, que pode levá-lo para que outros vejam o mundo como ele vê. Este artigo ilustra esta relação entre a câmera e nossa visão do mundo.

O fotógrafo diz: Eu e a câmera somos mais que parceiros - ela é a extensão do meu olhar. E na memória dela vão também minhas memórias. Nas fotos registradas uma herança para a posteridade. Um mudo-grito: “Assim eu vi!”; “Ele estava deste jeito!”; “Ela pasou alí e sorriu…”; “Olha que paisagem!”; “Eu vivi isso”… E nesse grito fica evidente minha paixão pelos click’s. Sim! Eles são uma extensão de minha história! Independente da valorização artística de seu conteúdo, ou dos recursos da câmera, da técnica usada… Estes são meus erros e acertos (pra bem do resultado, melhor que sejam muitos acertos, muitos mesmo!).

A vida e seus registros são fruto do agora! Um agora que tende à eternidade… quando no momento do agora decido: Aonde vou com a câmera? A que lugar irei ver e mostrar?  Estas perguntas refletem no meu movimento, na minha liberdade de ir e vir, e tudo que posso registrar da minha história (história que se encontra com a dos outros também, ou seja, nossa história).

Quando meu tempo declina-se a um trabalho profissional, ainda assim ainda sou agente livre para registrar momentos marcantes e cenas especiais. Seja numa criança na calçada; no making-off de um book pessoal; ou dezenas de cenas inusitadas duma viagem. Eu e minha câmera simplesmente SOMOS e VAMOS do eixo 360 graus - norte e sul, ao eixo 360 graus - céu e chão! Nesses mais de cem mil pontos de vistas, ainda posso passar por qualquer lugar na face da terra, água ou ar… Eis o número incontável de possibilidades que tenho. Eis o que faz de meu registro tão importante. Eles sempre são únicos, na linha do tempo. Únicos e preciosos, porque são minha história partilhada com o mundo.

Sempre que volto pra casa, com estes tantos clicks do dia que tive, penso que esse tempo que passou, passou. As boas lembranças carrego no coração, os erros procurarei evitar… acho que isto é o que chamam de maturidade, não é? Só sei que tudo encarei com muito bom humor e satisfação. Percebo ainda que inevitavelmente estou evoluindo. Pois, desde o aspecto técnico ao pessoal, me dedico a melhorar meus registros. Então se eles são também minha história, logo meu esforço é uma clara iniciativa de melhorar o minha essência.

Vamos para algum lugar, câmera amiga! Hoje e amanhã também! Estou vivo! Vamos ver o tempo e pessoas passarem diante de nós. Vamos ver gente ir, voltar, cantar e sorrir… Quero registrar o mundo mais lindo. Quero minha história mais bela. Vamos andar e simplesmente amar a vida. Graças a Deus tenho o privilégio (ou a missão) de partilhar com todos a minha perspectiva.

Ícone de exibição de cajueiro
Foto: Carlos Cajueiro
Artigo: Maxwell Fonseca
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  • NOTA_1: A estória vinculada à foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações não é intencional. Os personagens refletidos nesta obra literária é apenas ilustrativo, não estão vinculados diretamente a opinião de pessoas nas fotos.




Na roda de fogo

8 04 2008


Foto original por ÍcaroNSilva (artigo “na roda de fogo” - BiancaBarbosa)

Na roda de fogo – Às vezes o futuro nos parece cinzento e incerto. Na roda do fogo da vida a fumaça embaça a visão e cobre nosso rosto e mal conseguimos enxergar um palmo adiante. Nesse momento que se precisa de muita fé. Esta estória a seguir é mais um universo-paralelo dos clicks de nossa metrópole.

Então começa o show! …[suspense]…“Não tente fazer isto em casa!”, grita o artista antes do espetáculo. O público se comove com facas, fogo, e com a assombrosa idéia de que tudo pode dar muito, muito errado. O clima fica mais tenso ao som do rufar de tambores. São quinze segundos de tensão, quinze segundo que valem uma vida.

Salta o boy e como ser alado, voa por aquela roda de fogo, pela milionésima vez, e tudo foi bem. Muitos pensam-alto: “Graças a Deus!” . Outros gritam seu espanto! “UAU!” . Uns tantos homens abismados aplaudem, outras tantas mulheres ainda retomam o fôlego… E assim segue o show da vida.

Enfim, não dá pra imaginar quantas vezes o boy  ensaiou esse pulo, quantas vezes testou seus limites, quantas vezes contou com a sorte, quantas vezes arranhou a perna, quantas vezes o fogo arrancou-lhe uns pelos… tudo pelo prêmio do seu ganha-pão,  suas palmas e o reconhecimento do seu talento.

Determinação e Fé são elementos poderosos nesse contexto. A fé é o segredo da vitória - certeza das coisas que nem conseguimos ver. E a determinação é o segredo de sujeitar nosso próprio ser com uma vontade pontualmente definida. Dominar-se e perseguir nosso alvo que acreditamos (determinação e fé fazem diferença). Sem a marca da determinação somos facilmente levados por qualquer vento ou correnteza, semelhante a um barco à deriva, no mar da vida.

Conta-se um causo assim: Uma criança estava no segundo andar de um prédio. Seu pai ao chegar percebe um incêndio no térreo. A fumaça rapidamente escureceu tudo e o caminho das escadas estava impedido. Da janela a criança gritava: “Papai socorro!”; O pai se pôs embaixo da janela e gritou: “Querido, salte! Eu pego você!”. Ao que respondeu: “Papai, eu não te vejo!” ; Ele insistiu: “Tudo bem! Eu estou vendo você! Pule!”. A criança saltou e foi salva – deu certo. Pois bem! A fé é como um salto nos braços do Pai. Nós não o vemos, mas ele nos vê e insiste em nos orientar. Confiemos nEle.

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Artigo:  Bianca Barbosa, adaptação literária por MaxwellFonseca
Foto: ÍcaroNSilva
 Ícone de exibição de ÍcaroNSilva 

NOTA: Esta estória vinculada às foto acima é ficção. Qualquer coincidência de nomes e situações é mera coincidência. Os personagens da estórias são apenas ilustrativos.